Bookshelf – meu gato, meu guru

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Quem tem ou já teve gatos, vai identificar-se com cada um dos conselhos deste livro. Vocês, como eu, sabem que os gatos são grandes mestres, não é?

Quem nunca partilhou a casa com um gato, pode retirar também conselhos sábios deste livro. E, quem sabe, ficar com vontade de adoptar um gato! 

© Isa Lisboa

 

Para quem ficar com vontade de adoptar um gato, deixo o link para algumas instituições que cuidam de gatos abandonados e onde podem encontrar um animal.

Abrigo do gato

União Zoofila

Gatos da vila

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O que ouves no silêncio?

“O silêncio é uma qualidade divina, que só é apreciada e compartilhada quando é tão real que você não precisa falar muito.”

Horácio Graça

Imagem: Horácio Graça

Talvez seja por isso que tememos tanto o silêncio, especialmente nestes tempos de comunicação instantânea. Talvez seja por isso também que tanto procuramos o silêncio.

Estamos cercados de várias formas de comunicação e cada vez comunicamos menos. É um cliché que convém ser repetido e repetido. Para que a comunicação não se torne uma recordação.

Algumas pessoas não conseguem estar ao pé de outra em silêncio. Sentem uma espécie de obrigação de dizer algo. Preencher os espaços vazios. Preencher o espaço de voz, assim como preenchemos um post de uma rede social com “likes” ou com comentários.

Mas se numa rede social a ausência de “som” é suspeita de que não és ouvido(a); quando estamos frente a frente, isso nem sempre é verdade.

Porque por vezes só precisamos ser ouvidos. Não precisamos necessariamente ouvir. Por vezes, o silêncio diz tudo. Diz “Estou aqui”. Diz “Eu compreendo”. Diz “Eu aceito”. Diz “Desabafa”.

É por isso que encontrar alguém com quem podemos compartilhar o silêncio é algo poderoso. Indeed, divino, até!

© Isa Lisboa

Poesia Dissolvida

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Imagem: http://www.pixabay.com

Caminho lentamente

Por esta casa,

Estas quatro paredes

Caminho lentamente

Conto os passos que ficaram

Me trouxeram aqui

Vejo como se desvanecem

No passado

Que já não sou

Já não quero

Não escrevo mais.

Deito-me no silêncio

O cansaço apodera-se

Calo os ecos, os gritos

As lágrimas.

As lágrimas voltam.

Às vezes voltam.

O chão está frio

E pergunta-me do presente

Que presente é este?

Escapo à realidade

Mas volto sempre

Finjo-me

Apenas.

Por momentos. Finjo-me.

Podia ser.

Mas agora estou aqui.

Não posso fingir sempre.

Também tem que doer.

O chão está frio

Mas é Aqui.

É Agora.

Sou. Sinto. Estou.

Levanto-me.

Caminho lentamente.

Para lá da porta que abri.

Caminho.

© Isa Lisboa

Imaginação de Einstein (E outras divagações)

“É mais importante ter imaginação do que conhecimento.”

Albert Einstein

Sem dúvida que o conhecimento é importante. Sem ele, o mundo não conheceria o progresso, as revoluções científicas.

Alguns argumentarão que, sem o conhecimento, ainda viveríamos em cavernas.

Mas também me parece que foi a imaginação que nos tirou de lá.

Devem ter existido mentes que imaginaram uma vida diferente da de sobrevivência diária. Uma vida diferente de caçar ou ser caçado.

E deve ter havido quem se atreveu a testar essa imagem imaginada. Essa vida utópica, que a tantos parecia impossível.

Essa coisa de “ser feliz” devia parecer ainda mais estranha no tempo das cavernas. Mais estranha do que é hoje.

Sim, porque ainda hoje nos sentimos tentados a acreditar que, ou caçamos ou somos caçados. Que ganhamos ou perdemos.

Mas ganhamos o quê? Que prémio é esse? Sabes qual é esse prémio pelo qual tanto lutas? Esse prémio em nome do qual te esqueces de ti, dos teus valores, dos teus desejos? Esse prémio em nome do qual passas por cima de todos os que são fracos (ou assim os julgas tu)? Sabes?

Quando corres, sabes para onde? Sabes se realmente vale a pena correr e se queres até correr? E se estiveres a correr só por habituação? Ou porque julgas que tens uma meta a cortar?

Pois é, essa coisa de ser feliz ainda parece meio estranha. E custa pôr o nariz de fora da caverna, não é?

Divago? Ah, imaginação a mais.

Dirão alguns. Dirão alguns, de lá de dentro da caverna.

© Isa Lisboa

TEDx ULisboa – Insights sobre e com a palestra de Catarina Holstein

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Catarina Holstein, TEDx ULisboa

Catarina Holstein decidiu um dia despedir-se do seu trabalho. Entre as suas opções estava fazer um MBA. Mas decidiu fazer antes um MLA – Masters in Life Adventures. Viajando pelo mundo, aprendeu muitas coisas novas e fez assim o seu Mestrado.

Desta “aula” retive duas ideias que acho muito importantes.

A primeira é de que não é necessário viajar pelo mundo para nos auto-conhecermos. Mas para nos auto-conhecermos temos que arranjar tempo para.

Assim como precisamos de tempo para conhecermos bem outra pessoa, também precisamos de tempo para travar conhecimento connosco mesmos. Precisamos construir um relacionamento sério connosco mesmos. E isso leva tempo.

A segunda ideia foi sobre o mestrado ideal. Cada um pode encontrar o formato do seu Mestrado para a Vida. Tudo começa em decidir fazê-lo e acaba em fazer os nossos talentos florescer, e depois partilhá-los.

Catarina fez do mundo a sua sala de aulas. Mas nós, cada um de nós, pode fazer da vida o seu professor.

© Isa Lisboa

TEDx ULisboa – Insights sobre e com a palestra de Daniel Caramujo

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Daniel Caramujo, palestra no TEDx ULisboa

Estudante de psicologia, Daniel Caramujo, falou-nos sobre um tema cada vez mais atual: a solidão.

Relembrou-nos de que todos nós já nos sentimos sós em algum ponto da nossa vida. E isto quer dizer que todas as pessoas à nossa volta já se sentiram sós em algum ponto da sua vida.

Continua o Daniel a dizer que, por isso, sabemos reconhecer a solidão dos outros. Mas que raramente tomamos a iniciativa de contactar com os outros e “interromper” essa solidão. Mesmo quando nós próprios estamos sozinhos.

Lembrou o nosso hábito português de dizer “Temos de combinar qualquer coisa!”. Dizemo-lo muitas vezes, mas fazemo-lo poucas.

Fica o desafio, para mim também, de combinar qualquer coisa mais vezes!

© Isa Lisboa

TEDx ULisboa – Insights sobre e com a palestra de Leyla Acaroglu

Leyla Acaraglu foi falar sobre um tema importante para todos: o ambiente. Em particular, destaco uma característica que foi enfatizada na palestra: a sua raridade.

Leyla lembrou-nos como conseguimos facilmente colocar um valor em bens de consumo, em algo que nos dá status. Achamos que um diamante é raro.

No entanto, não paramos para pensar no valor que tem uma abelha ou uma árvore. Em que o que é raro é um animal em extinção.

Uma abelha sem a qual a vida não existiria. Uma árvore sem a qual não poderíamos respirar.

Esta é de facto uma questão enorme, na qual deveríamos pensar cada vez mais. Qual o valor que damos ao ambiente?

Leyla defende que todos podemos fazer algo pelo planeta.

O que está cada um de nós a fazer? Neste momento?

© Isa Lisboa

Deixo uma outra palestra da Leyla Acaroglu:

TEDx ULisboa – Insights sobre e com a palestra de Joaquim Gaspar

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Palestra de Joaquim Gaspar, TEDx ULisboa

“É importante manter a mente aberta, mas não de forma a que o cérebro verta para fora.”

Carl Sagan

Esta foi uma palestra de cariz científico, em que aprendi algo novo sobre cartografia e sobre a visão da Terra na época dos Descobrimentos. Concluí-se que já em 1.500 se sabia que a Terra era redonda.

Embora não tenha sido o foco da palestra, a frase que transcrevo acima foi a que chamou mais a minha atenção.

Tenho crenças que vão além do visível e que está (até hoje), provado cientificamente.

Ao longo da história, a ciência tem explicado fenómenos divinos. Mas, para mim, isso não lhes retira a natureza divina. No sentido de que a Natureza, o Universo e toda a “cola” que mantém tudo a funcionar em sintonia, tudo isso é para mim uma manifestação do divino.

A fé em algo maior faz parte da minha vida. Tenho uma mente aberta.

Mas, quando todas as evidências mostram que a terra é uma esfera redonda, ainda há quem defenda que ela é plana.

Conheço pessoas que se fecham a ideias, porque não as conseguem explicar de forma lógica. Mas também conheço quem se feche a ideias novas apenas porque são lógicas e não estão de acordo com a sua visão do mundo.

A meu ver, ambas perdem com isso. Perdemos todos, de facto. Só temos a ganhar com a troca de ideias.

© Isa Lisboa

TEDx ULisboa – Insights sobre e com a palestra de Marco Rodrigues

A história de Marco Rodrigues é uma história de superação.

Devido a uma doença, ainda adolescente ouviu que iria passar o resto da sua vida numa cadeira de rodas.

Não se conformando com esse diagnóstico, Marco procurou alternativas. Depois de usar um aparelho ortopédico que o mantinha fora da cadeira de rodas, mas com dores, Marco procurou ir mais além. E com a ajuda de um profissional que o ajudou a ganhar força muscular, Marco consegue hoje andar sem o aparelho.

Para além da sua força de vontade, retive também um pensamento profundo que este jovem teve. Ele, a certa altura, sentiu que queria sair daquele corpo. Aquele corpo que lhe causava dores.

E então “perguntei-me o que era aquela voz que me dizia «Eu quero sair deste corpo»”. Com este pensamento profundo, Marco pediu a todos que procurem sempre a sua essência.

Também eu acredito que essa voz que ouvimos não são apenas pensamentos.

Quer lhe chamemos essência, consciência, alma, ou outro nome, somos mais que um corpo.

© Isa Lisboa

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Marco Rodrigues, TEDx ULisboa

TEDx ULisboa – Insights sobre e com a palestra de P3dra

O TEDx ULisboa abriu com uma intervenção performativa protagonizada pelo artista P3dra.

Mas para além da música, ele também partilhou connosco alguns pensamentos de que gostei muito e que gostaria de aqui destacar.

Ele começa por dizer algo parecido com isto: “A minha vida é um conjunto de equívocos que acabaram por fazer sentido.”

Achei curioso começar o dia a ouvir esta ideia porque ainda no dia anterior falara com uma amiga que me lembrara disto: o que em certa altura percepcionei como erro, não o é necessariamente.

A um nível espiritual, ou metafísico, como queiram, quer isto dizer que nada acontece por acaso.

E uma escolha ou decisão que parece ter dado errado, mostra o seu sentido mais à frente. Ou nos levou a algo melhor ou nos ensinou algo, sobre nós, sobre a vida.

Esta ideia é algo que comprovo em mim mesma, olhando para trás, ligando os pontos e as peças do puzzle.

Também é um fio que já me ajudou a ultrapassar tempos difíceis. Em momentos em que era tentador ceder a uma espécie de revolta para com as partidas do mundo. Lembrar-me de que haverá uma razão para o que está a acontecer, ajuda a lidar com as emoções negativas e a ajuda a ultrapassar o momento. Tanto no bom, como no mau. E disso, também é importante lembrarmo-nos. O bom também passa.

Outra das ideias que retive desta palestra foi a da meta. Ele deu o exemplo de quando fazemos uma caminhada. Ninguém nos deseja boa chegada, mas sim, bom caminho. E é por isso que o P3dra diz que “o que importa não é a meta, mas sim o caminho.”

Também esta ideia falou muito comigo, porque, por natureza, tenho sempre alguma meta a bailar-me na mente. E quando me esqueço deste pensamento simples, de que o que importa é o caminho, então aí começa a bater-me à porta a ansiedade. E a ansiedade é uma grande inimiga da meta.

É bom atingir um objetivo, cortar a meta. Mas percorrer o caminho para chegar lá, é o que – se virmos bem – é isso que possibilita esse momento de extrema felicidade.

Se dessemos apenas um passo e já estivéssemos na meta, certamente que o entusiasmo não seria muito, não concordam?

Por isso apreciemos o caminho, ainda que não tirando os olhos do objetivo, que é chegar.

E ao chegar, outro caminho se abrirá.

© Isa Lisboa

Deixo-vos um vídeo do artista, se quiserem conhecê-lo melhor: