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Árvores, ervas e tempestades

Esta semana recordaram-me a palavra “resiliência”.

Resiliência é diferente de Resistência. Embora nalgumas circunstâncias, seja necessário apelarmos à nossa capacidade de resistência, na maioria das vezes é a resiliência quem nos pode ajudar a chegar ao final do dia, uma dia de cada vez.

Foneticamente, a diferença entre estas duas palavras é subtil.

Na prática, é-o menos; mas, por outro lado, é uma diferença nem sempre fácil de entender. Gosto da analogia das árvores e das ervas para perceber esta diferença.

É uma analogia que li em artigos relacionados com a filosofia oriental.

Ela fala das árvores, de como são robustas, com os seus fortes e largos troncos. Por oposição, as ervas possuem caules finos, menos fortes.

No entanto, perante uma forte tempestade de vento, as árvores podem acabar por ser arrancadas pela raiz ou até o seu tronco ser quebrado a meio. Por outro lado, ao acabar a tempestade, encontraremos as ervas curvadas em direcção ao chão, mas intactas. E, ao terminar a tempestade elas levantam-se lentamente.

É esta a diferença entre Resistência e Resiliência. As árvores mostram-nos a resistência e as ervas a resiliência.

As árvores, ao usarem toda a sua força e pujança para lutar contra o vento resistindo-lhes, acabam por se ir deixando desgastar pelas investidas do vento. E quando o vento ataca durante mais tempo do que aquele que elas conseguem aguentar, elas perecem.

Por outro lado, as ervas usam a flexibilidade do seu caule para se curvarem. Este verbo tem uma conotação negativa, mas neste caso vejo-o de outra forma. As ervas inclinam-se ao sabor do vento, aceitando a tempestade, sabendo que nada podem fazer contra ela, que o vento só parará de soprar quando assim o quiser. Ao aceitarem a adversidade, não gastam as suas energias numa luta que não poderiam ganhar – pois se até algumas das fortes árvores são ao chão! Ao curvarem-se, deixam que o vento passe por cima de si. Talvez o vento as magoe, ainda assim. Mas através da paciência e da sua capacidade de se manterem flexíveis (flexíveis, não moles), elas conseguem sobreviver ao vento.

Também nas tempestades da vida precisamos escolher se somos árvores ou ervas. Se decidimos lutar, sem direcção, sem saber a força daquele inesperado inimigo. Se lutamos apenas porque sempre nos ensinaram a ficar de pé, firmes, fortalezas inexpugnáveis.

Ou se somos, naquele momento, ervas. Se nos agarramos a quem somos, à nossa força interior. Se usamos a nossa força interior para suportar as investidas do vento. Deixar que ele nos faça baixar, mas não que nos quebre. Sentir a dor do vento a tentar passar por nós, a magoar-nos a pele. Sentir a força do vento, mas agarrarmo-nos à nossa vontade. Lembrarmo-nos de que a tempestade não dura sempre. E que esta também não vai durar.

Sermos erva, protegendo o essencial de nós, sentarmo-nos a aprender a força do vento, a aprender a nossa própria força e a recuperá-la, a aumentá-la. Tocando o chão, sentindo não que caímos, mas que tocamos novamente no pó de que fomos feitos. Tocando o chão que nos dá a vida e sustenta. Resiliência.

Neste momento, é hora de seres árvore ou de seres erva?

© Isa Lisboa

Heavy Winter by Mikael Sundberg
Foto: Heavy winter, by Mikael Sundberg

Construíndo aviões

“A Madre Teresa de Calcultá estava a visitar uma fábrica na Índia quando viu, num canto, um homem a cantorolar alegremente enquanto juntava parafusos.

«O que está a fazer?» – perguntou. «Estou a construir aviões» – respondeu ele – «Aviões» – perguntou ela – «Sim.» – disse o homem – «sem estes minúsculos parafusos o avião não pode voar.»

 

“Não podemos fazer grandes coisas, apenas pequenas coisas com amor.”

Madre Teresa de Calcutá

 

Retirado do livro “O poder da paciência”, M. J. Ryan

Descobri esta pequena história no livro “Canja de galinha para a alma”, de Jack Canfield Mark Victor Hansen e Amy Newark.

E hoje lembrei-me dela por causa de uma pergunta que me tem surgido ultimamente, nas entrelinhas de alguns textos que leio. A pergunta é:

“E se o teu propósito de vida for viver uma vida com propósito?”

Esta pergunta, formulada mais ou menos desta forma, ouvi-a num dos podcasts de Pedro Vieira e Micaela Oven.

É uma pergunta pertinente.

Todos nós procuramos um sentido para a nossa vida, mais ou menos intensamente.

Algumas pessoas sonham com fama, outras com grandes feitos, algumas com uma grande carreira; muitas são as formas.

E tudo isso está bem.

Mas também penso na quantidade de pessoas, presentes na minha vida actualmente ou que por ela já passaram, e que me mostram constantemente como pequenas coisas são grandes.

Desde crianças, aprendemos a chamar de heróis todos aqueles que têm super poderes e usam uma capa e um símbolo ao peito.

Mas fui aprendendo que, apesar de não conhecer ninguém que saiba voar, tenha força sobre humana, consiga ficar invisível ou tenha outro super poder, ainda assim, conheço muitos heróis.

São heróis todos aqueles que fazem a vida de quem os rodeia um pouco melhor. E, para o fazer, por vezes o único acto heróico de que precisam é um sorriso. Algo tão simples como um sorriso. Ou como dar a mão. Ou sentar-se a ouvir por 5m. Parar e dar atenção ao outro.

Todos aqueles que têm a capacidade de ter um gesto incondicional em relação a alguém todos esses, são heróis. 

E todos eles estão a construir aviões, a partir de parafusos. 

Porque, ao agirem de acordo com aquilo que a humanidade tem de melhor, estão a contribuir para um mundo melhor.

E isso, para mim, é cumprir um propósito de vida.

© Isa Lisboa

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Dores de crescimento

Cresci

Com a velocidade

De um foguetão

Prestes a implodir

E das cinzas que

Restaram

Me fiz explosão.

Do fogo

Me acendi a mim mesma

Calor

Luz

Dor.

Também dor.

Da dor cresci.

É sempre assim.

Se soubermos

Entender

Aceitar

Abraçar.

Abraçar a vida.

Abraçar a mim mesma.

Aprendi a ser por mim.

Cresci.

Abraçada a mim mesma

Cresci

E me fiz coragem.

De segurar o coração

Na própria mão

E deixá-lo doer.

Doer para bater.

O sangue flui

E a vida retoma

As lágrimas secam

E tudo muda

Muda num segundo

Ou numa vida

Tudo é eternidade

Para sempre

Cresci.

© Isa Lisboa

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Imagem: Autor não identificado

Preciso ganhar o Euromilhões

 

 

Costumo dizer em tom de brincadeira:

 “Concluí que preciso ganhar o euromilhões. O único problema é… que eu não jogo!”

 De há uns tempos para cá, começo a ouvir a minha vozinha interior a responder a esta minha piada. E ela responde: “Bela desculpa!”

Como tenho uma descrença algo vincada nos jogos de apostas, imaginei que a minha vozinha estaria a tentar dizer-me algo menos literal que “Joga no euromilhões!”

E realmente, tenho na minha vida um ou outro euromilhões, que quero ganhar, mas… Mas tenho dúvidas e tenho medos.

E depois ganho coragem e decido que é hora de começar a jogar no euromilhões.

Geralmente, é quando mais estou decidida na minha tarefa, que as coisas começam a complicar.

Porque é aí que acontece algo que faz retornar as dúvidas e o medo.

Pode ser alguém que encontramos, que já tentou ganhar o euromilhões e não conseguiu. Pode ser alguém que nunca tentou e que tem uma lista preparada e estruturada com todas as razões pela qual não é bom, seguro, saudável ou talvez politicamente correcto, jogar no euromilhões.

Pode ser ainda – e é aí que tudo fica mais difícil – alguém de quem gostamos. Alguém de quem gostamos que nos diz que não, que não é um bom caminho para nós jogarmos no euromilhões. E aí fica tudo mais difícil. Porque é mais difícil contrariarmos alguém de quem gostamos.

A nossa voz interior diz “sim”, e a voz dessa pessoa diz “não”. E entã, a somar às dúvidas e aos medos, vem o conflito. O conflito interior. Como o resolver?

Uma das chaves é entender a motivação. A motivação da outra pessoa. É certo que algumas das pessoas que nos desencorajam não o fazem pelo mais nobre dos motivos. Mas quando falamos daquelas pessoas próximas, daquelas pessoas que gostam de nós, a situação geralmente é diferente.

Acontece que essas pessoas também têm medo. E têm medo não só por elas, mas também por nós. E querem proteger-nos. E é por isso que tentam demover-nos e, é preciso dizê-lo, desmotivar-nos de fazer certas coisas. Tentam desmotivar-nos de apostar.

A questão ligada a este verbo – apostar – é tanto podemos ganhar, como perder.

Quem gosta de ti, não quer que tu percas. Por isso, não quer que tu apostes.

Mas aí entras tu. És sempre tu a chave.

És tu quem tem que responder a um conjunto de perguntas:

 – “Vale a pena o risco?”

– “O que é o pior que pode acontecer?”

– “Se o pior acontecer, conseguirei lidar com as consequências?”

Se as respostas a estas perguntas te trouxerem tranquilidade e segurança, então… está na altura de fazeres a tua aposta; o que te parece?

Eu quero ganhar o meu Euromilhões e não vou desistir de encontrar a minha chave vencedora.

 

 

E tu, qual é o teu Euromilhões?

© Isa Lisboa

 

 

A este propósito, partilho uma pequena anedota, sobre jogos e sobre algo mais:

“Um homem rezava a Deus: “Meu Deus, faz com que eu ganhe a lotaria! Eu gostava tanto, mas tanto, de ganhar a lotaria! Por favor, meu Deus, faz com que eu ganhe a lotaria!”

O homem rezou a Deus desta forma, durante dias, vários dias seguidos.

Até que Deus decidiu responder ao homem: “Meu filho, se queres mesmo ganhar a lotaria… ao menos joga!”

 

Cegueira emocional

 

Para quem não sabe falar inglês, deixo um pequeno resumo do vídeo acima:

Trata-se da história de um casal, em que o homem pergunta à mulher se pensou no seu pedido de casamento. Ela responde-lhe que não pode casar com ele, porque é cega, e porque quer ver o futuro de ambos juntos. Ela diz que precisa ter os olhos dela.

Na cena seguinte, é a mulher quem vai ter com ele, e muito feliz, diz-lhe que poder ver é a sensação mais fantástica do mundo. Ele pergunta-lhe se agora ela já pode casar com ele e abraça-a, desajeitadamente. Nessa altura, ela percebe que ele não vê e, revoltada, diz-lhe que não pode casar com alguém que é cego e sai.

Numa terceira cena, ela encontra por acaso um envelope, ao arrumar as coisas da mesa. Dizia na parte de fora “Para quando tiveres os teus olhos.”. Ela abre o envelope e dentro tem, assinado pelo ex-namorado, um bilhete que diz: “toma bem conta dos meus olhos”.

Como o comentador, Jay Shetty, explica de seguida, este vídeo não é sobre cegueira física, mas sim sobre cegueira emocional. Sobre a forma quando julgamos as pessoas, especialmente quando a nossa situação muda para melhor e não conseguimos ver o outro lado, o lado do outro.

Este enquadramento fez-me sentido, mas não consegui deixar de ficar a pensar um pouco naquilo que o homem fez. E não consegui deixar de sentir que também ele errou. Talvez vos pareça estranho, visto que, afinal, é ele a vítima desta história, o injustiçado…

Mas, olhando mais de perto, vejo que ele abdicou de uma parte essencial dele mesmo para que outra pessoa se sentisse completa. Abdicou de uma parte essencial dele próprio, para a dar a uma pessoa que não se amava a ela própria da maneira que era.  Por isso, pergunto-me, não seria ele também cego emocionalmente? Pois como poderemos fazer os outros inteiros, se nós próprios estamos despedaçados?

© Isa Lisboa

 

 

Intermitências

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Sou eu

Mas já não sou

Quanto mudou

Nas intermitências

De esquecer

E de deixar ir…

Leve,

Sei que ainda há

A libertar.

Decidida

Tranquila.

De mim

Não mais abdicarei.

O que a mais habita

Não ficará

Passo a passo, a seu tempo

Se irá

Quando olhar para trás

Será mais um degrau

Da história que quem fui

Da escada que subi

Para chegar a quem sou.

© Isa Lisboa

Dúvidas

Ainda sobre o tema da (Des)Crença, pergunto-me o papel da descrença.

Sou uma grande adepta do positivismo, do andar para a frente, esperando o melhor; e também (talvez principalmente) do pensar fora da caixa.

Olhar para além do óbvio, acreditar para além do que é racional, seguir o que o coração sente.

No entanto, também me questiono. Também paro para pensar se tomei a atitude correta, se estou a fazer o caminho certo, ou se devo mudar de direcção.

E também duvido de mim própria. Digo, no sentido de me questionar a mim mesma, se as minhas crenças ainda são verdadeiras, se respeito todos os meus valores, sobre as razões que me puxam e sobre as que me empurram.

Duvidar de nós mesmos é uma expressão com carga negativa. E, num sentido, é-o. É-o quando não acreditamos em nós, quando não acreditamos que conseguimos fazer algo, sentir algo, chegar a algum lado.

Mas duvidar de nós mesmos, no sentido de nos questionarmos, de fazermos uma auto avaliação sobre o nosso mundo interior… Essa dúvida, que é, na realidade, um questionamento, é boa.

Porque dessa auto avaliação podem surgir novas perspectivas acerca de nós mesmas(os). Talvez nem todas boas, a princípio, mas todas necessárias ao nosso crescimento.

 © Isa Lisboa

 

Igor Morski

Imagem: Igor Morski

 

Expectativas, de quem são vocês?

Há alguns anos atrás, fiz algumas alterações de visual.

Primeiro, comecei por pintar o cabelo de acobreado, uma mudança às madeixas loiras. Depois cortei o cabelo a mais de metade do tamanho. Finalmente, decidi acrescentar ao acobreado algumas nuances de uma potente cor alaranjada.

Esta última foi a que me fez agora ter vontade de escrever. Porque, como imaginarão, nem toda a gente reagiu com naturalidade à mudança.

Uma das reações mais duras que tive, foi por parte de uma pessoa que me disse que ficava feia com o cabelo assim. Foi duro, não pelas palavras em si – que na altura já não tinham o peso de há alguns anos atrás – mas por essas palavras me terem sido ditas por uma pessoa próxima.

Entendi, ainda assim, que as palavras foram ditas a partir do mundo da pessoa. Um mundo em que as pessoas não nascem com reflexo alaranjado no cabelo. E, por isso, não faz sentido alterar o cabelo para essa cor.

Integrei essa observação, tendo ainda mantido o laranjinha durante um tempo, voltando ao “simples” acobreado.

O ano passado pintei o cabelo de um acobreado bastante escuro. Também este uma grande mudança.

Desta vez, a reação veio de uma outra pessoa, mas o seu conteúdo foi bastante semelhante: “Essa cor não te fica nada bem, nem posso olhar para ti!”

Esta observação foi feita por uma das pessoas que, anos antes, me encorajara a mudar de cor do cabelo. Mas, desta vez, eu não mudei para uma cor de que ela gostasse.

Neste momento, já há vários meses que não pinto o cabelo e estou a deixar que volte a aparecer a minha cor natural.

Adivinharam, também desta vez obtive já críticas, porque esta não é a cor que me fica bem.

O que todas estas observações têm em comum é que são baseadas naquilo que cada uma dessas pessoas gosta, ou que acredita que é o que me fica melhor.

Esta história que estou a contar ilustra a velha máxima de que não se pode agradar a gregos e a troianos. E, por vezes, lembro-me dela, para recordar a mim mesma que há uma pessoa a quem devo pedir opinião em primeiro lugar: a mim mesma. Depois, poderei ouvir todas as outras opiniões que valorizo e que acho que podem ajudar-me. Mas, no final, devo sempre voltar-me para mim mesma e para o meu espelho e decidir qual é a cor de cabelo que quero ter neste momento.

E assim vale para cada momento da vida.

© Isa Lisboa

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Egoísta!

“Hoje não posso. Eu sei que costumo fazê-lo sempre que o pedes. Amanhã talvez possa, mas hoje não posso mesmo.

Não, hoje eu não posso. Hoje eu não posso ficar. Hoje eu não posso parar e ficar aqui e ouvir-te.

Hoje tenho um compromisso com alguém muito importante: eu mesma!”

Talvez estas palavras vos tenham chocado. Talvez estejam a chamar-me de egoísta, revoltados ao imaginar-me a dizer estas palavras a alguém. E ainda mais revoltados ao imaginarem-se a vocês mesmos a dizer estas palavras a alguém.

Claro que precisamos estar lá para os outros, ajudá-los naquilo que nos for possível. E muitas vezes a única coisa que é possível é isso mesmo: ouvir. Estamos cada vez menos disponíveis para ouvir o outro, para realmente ouvir. Ouvir a dor, a mágoa, até para ouvir as alegrias. Quando alguém não diz aquilo que esperamos (ou queremos) ouvir, então ouvimos pouco. Fechamos os ouvidos e ainda mais o coração.

Mas estamos também cada vez menos disponíveis para nos ouvir a nós mesmos. Para ouvir as nossas próprias dores e mágoas e os nossos próprios anseios e sonhos. Abafamos tudo isso por detrás de tudo o que temos que fazer. Amordaçado por detrás de tudo o que temos que fazer, fica tudo o que precisamos fazer. O que precisamos fazer por nós.

E então deixamo-nos esquecer, e deixamos que o ruído se sobreponha. E deixamos que os nossos ouvidos oiçam apenas os outros. Ouvimos até que as palavras se acabem.

E deixamos de dizer não, porque é egoísta dizer não. É egoísta não ter tempo para todos os que nos procuram. É egoísta não ter uma palavra de conforto. E lá dentro de nós mesmos, há uma parte que grita também: és egoísta, és egoísta porque não me ouves. És egoísta porque não tens tempo para mim. És egoísta porque exiges tudo de mim. És egoísta porque não me confortas.

E assim muitas vezes deixamos que a nossa mente encha até ao limite, absorvidos pelos vários problemas que nos surgem. Absorvidos pelas queixas, exigências e solicitações. E esquecemo-nos da pessoa que talvez naquele momento precise de mais ajuda: nós mesmos.

E ajudar a nós mesmos não é um acto de egoísmo, é um acto de amor-próprio. Um acto de auto-ajuda. E de amor aos outros. E de ajuda aos outros.

Porque como poderemos confortar os outros, se não nos sentimos confortados? Como poderemos ser um ponto de apoio, se nos sentimos sempre sem forças? Como poderemos puxar alguém para cima, se nos deixarmos cair?

Como poderemos dar aquilo que não temos? Só ganhando-o por nós mesmos.

© Isa Lisboa

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