Equilíbrio

Imagem – Elisa Riva, http://www.pixabay.com
O equilíbrio é difícil obter e fácil de perder.
A corda parece firme e nós achamos que já sabemos que nos equilibrar lá. E até sabemos. Mas às vezes escorregamos.
E não vale a pena lamentar, culpar.
Por vezes é inevitável.
O que importa é recomeçar. Subir de novo para cima da corda, concentrar, focar e encontrar de novo e o equilíbrio.
Não é a corda que é bamba, somos nós: Mas é porque somos humanos.

© Isa Lisboa

Eu sei

Não olhes assim para mim! Estás a pensar que é impossível, mas não é! Ou, pelo menos, não podes afirmá-lo sem primeiro tentares.
É incerto, é arriscado! Pois é! Mas e o risco de te renderes ao que não queres, ao que te esvazia, ao que é Nada? Não é esse risco maior?
O risco de te perderes de ti, de te esqueceres de quem és e do que queres. Aceitar apenas o que te dão já feito. Confortável. Talvez.
Não precisar decidir. Não precisar lutar. Lutar cansa. Cansa! Às vezes dói. Levamos umas bofetadas sem esperar.
Se dói, é porque o sangue corre. Faz parte. Não vais ganhar sempre. E só a perder aprendes a ganhar.
Não olhes assim para mim. Lá estou eu com as minhas maluquices, eu sei.
Mas eu também sei: não é impossível.

© Isa Lisboa

In the Bookshelf – O Impiedoso País das Maravilhas e o Fim do Mundo

Foto: Isa Lisboa

O Impiedoso País das Maravilhas e o Fim do Mundo foi o último livro que li em 2020. Ao começar a ler, reconheci o estilo original de Murakami, mas, ao mesmo tempo não o reconhecia totalmente.
Duas histórias decorrem em simultâneo, ambas no estilo surrealista que marca a escrita deste autor. Sem ser óbvio como se entrecruzam, essa junção começa a mostrar-se a certa altura do livro, de uma forma inteligente e surpreendente.
Um livro policial que nos apresenta, no entanto, mais que uma história de suspense e de mistério. Um livro que nos sugere que talvez o maior mistério seja a mente.
Uma história que nos leva ao fim do mundo e nos pergunta se queremos ficar lá. Qual achas que seria a tua resposta?
Lê o livro e depois responde 🙂


©Isa Lisboa

O lado negro….

Ultimamente, quando vou caminhar, encontro demasiadas vezes este cenário.

Longe estão os meses em que as redes sociais exultavam porque o planeta estava a descansar e era agora que íamos respeita-lo mais.

Afinal, só encontramos novas formas de o poluir. A adicionar a possibilidade de estarmos ainda a trazer risco biológico para a via pública.

As máscaras podem, e devem, ser colocadas no caixote do lixo.

Se queremos que o planeta realmente descanse!

Isa Lisboa