Bookshelf – meu gato, meu guru

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Quem tem ou já teve gatos, vai identificar-se com cada um dos conselhos deste livro. Vocês, como eu, sabem que os gatos são grandes mestres, não é?

Quem nunca partilhou a casa com um gato, pode retirar também conselhos sábios deste livro. E, quem sabe, ficar com vontade de adoptar um gato! 

© Isa Lisboa

 

Para quem ficar com vontade de adoptar um gato, deixo o link para algumas instituições que cuidam de gatos abandonados e onde podem encontrar um animal.

Abrigo do gato

União Zoofila

Gatos da vila

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Bookshelf – A arte subtil de dizer que se f*oda

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Li nas redes sociais um comentário sobre este título e sobre o outro livro do autor “Está tudo f*dido”. A pessoa dizia não entender o interesse neste tipo de títulos. Bom, eu li apenas ainda o primeiro. Como geralmente acontece, e como era minha expectativa, o livro é muito mais do que o óbvio. O título será uma forma de chamar a atenção. Dos públicos menos púdicos e dos mais púdicos.

E embora o autor diga várias vezes “Que se f*da!” ao longo do livro, li-o como uma subtil chamada de atenção para algumas formas de pensar instaladas na nossa sociedade. Longe de ser um convite a mandar tudo ao ar e deixar andar, é sim um convite a reavaliarmos algumas das nossas crenças.

Se o auto-conhecimento e o teu crescimento como pessoa são conceitos vagos e que não te interessam minimamente, então diz “Que se f*da!” e não leias o livro. Caso contrário, experimenta folhear o livro e lê-o para lá do título.

© Isa Lisboa

 

Bookshelf – The minotaur takes a cigarette break

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Continuando a partilhar um pouco das minhas leituras, deixo-vos hoje um livro que posso classificar como intrigante. Esta é uma edição em inglês, e, traduzindo o título à letra, venho falar de “O Minotauro faz uma pausa para fumar”. 

A personagem principal é ele mesmo: o Minotauro. O temível. O que guardava o labirinto e se banqueteava com sacrifícios humanos.

Vive agora uma vida comum, num trabalho normal, imerso na humanidade contemporânea. Tentando deixar o passado para trás, procura manter os chifres baixos e a cauda escondida. 

Será mesmo este livro sobre uma criatura mítica? Ou sobre tantas e tantas pessoas reias?

Se já leram, deixem os vossos comentários sobre a obra 🙂

Isa Lisboa

Bookshelf – Até ao fim

Descobri Vergílio Ferreira na escola, com “Aparição”. No meses seguintes, devorei vários outros títulos deste autor, pedidos emprestados na Biblioteca Municipal. Já na faculdade, comprei alguns títulos, que guardei em conjunto com aquele primeiro livro do autor.

Hoje venho partilhar convosco um pouco do livro “Até ao Fim”, deixando-vos com um excerto que considero que nos leva a várias reflexões, mesmo lido isoladamente.

© Isa Lisboa

“Não me ponhas o pão com água, oh não, Tina. Cresci muito. Durmo já noites de homem. Nem botija no Inverno? Cresci já até aos ombros viris, tenho já a voz grossa, o que digo agora nela tem o peso do mundo, Tina. Estou já cheio de responsabilidades, tu não podes imaginar. Lutas ódios maldições. E os sonhos, que também pesam. E a estafa para atingir o futuro. E os desastres falhanços humilhações. E essa coisa esquisita dos «problemas de consciência». Não me perguntes o que isso seja, que também não sei bem, Tina. E os ideais com que embandeira a loucura. E o quotidiano que é chato por sua intrínseca natureza e que tem também o seu direito. E mesmo o amor, só é bom enquanto não é ou quando já não. como todas as coisas. E esta chatice absurda de só se gostar a valer do que nunca pode existir. E não me ponhas essa cara pasmada de quem viu o demónio em feitio de cabra à meia-noite, porque tudo o que te digo tem uma verdade solar como um dia de canícula. Ah, cresci demais para poderes existir. Em todo o caso não posso ainda existir todo para largar tudo de mão. Uns anos ainda, Tina. Estou bem confuso da vida – enquanto a sonata me envolve ainda de melancolia. Tenho a alma enregelada, se tu fosses ainda a botija. Estou cheio de horrores adultos e seria bom vir ainda de ti a pacificação.”

Vergílio Ferreira, in Até ao Fim

Até ao fim

Bookshelf – O Princípezinho

Por estes dias, no Facebook, surgiu um desafio literário ao qual eu respondi. Assim, durante 7 dias postei a capa de um livro de que gostei ou que me marcou, sem dar qualquer explicação.

Porque sou apaixonada por livros desde que me lembro, a única dificuldade que tive foi  mesmo de escolher APENAS 7 livros para partilhar. 

Mas tendo conseguido fazer essa escolha, tive vontade de partilhar aqui no blog (pelo  menos) esses 7 títulos e desta vez acompanhando-os de uma pequena explicação.

O livro que escolhi partilhar hoje foi “O Princípezinho” de Antoine Saint Exupery. Este foi um dos primeiros livros que li em criança. 

Embora em criança eu não o tivesse entendido totalmente, este livro é um livro cheio de lições de vida, não só para crianças, mas também (e talvez principalmente), para os adultos.

O exemplar na foto foi-me oferecido há uns anos por uma amiga, que sabia do meu fascínio por esta pequena história. E já o li e reli várias vezes, porque é uma história que nunca me canso de recordar. O livro é pequeno em dimensão, mas está cheio de pensamentos e frases inspiradoras. 

Embora também me custe escolher apenas uma dessas frases, acabei por escolher esta, para partilhar convosco:

“Porque todas as pessoas crescidas já foram crianças. (Há é poucas que se lembrem).”  … Antoine Saint-Exupéry …

E por aí? Quem já leu o Princípezinho? 

E quem se lembra de que já foi criança? 😉

Contem-me! 🙂

© Isa Lisboa

O Principezinho