Adubo

Nascer e morrer

Num ciclo imparável

Flor e adubo

© Isa Lisboa

 

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As asas de Ícaro

Skipholt (by)

A sombra –

Essa sedutora –

Roubou as asas de Ícaro.

Desamparado

Caiu

Anteveu o embate

Com a terra seca.

Doeram os músculos

Os ossos

E a pele rasgou.

O sol era um sonho

O que lhe deu asas

Foi o mesmo

Que as derreteu

Ilusões a escorrer

A pingar sobre a Terra

Onde o seu corpo

Caiu

Com vida, mas com dor.

Chamem-lhe soberba

Orgulho

O que for

A sombra sussurrou

Ao ouvido de Ícaro

Sobe

Acima do que és

Sobe

Sem olhar

Sobe até mais não.

Corpo caído

Dorido

Ferido

Dor em mais que corpo.

Uma mão passa-lhe

Na fronte

Água fresca

Nos lábios.

A Sombra

Roubou as asas de Ícaro.

Mas o Amor

Devolveu-lhe a vida.

© Isa Lisboa

Faith

No.

I’m sorry to say

No,

Nobody is coming

To save you.

No

There is no one

For you to save.

It is only you

It is up to you to save yourself

You are the one.

Whether in a white horse

Or not

You are the one

Waiting

To be saved

You are the one

To be rescued

And you have it in you

That power

To bring

Yourself back up

To wipe

Your own tears

To look at yourself

In the mirror of the soul

And see.

See what was it

That you did wrong

See what was it

That could not

Be avoided.

Fate and willpower

Walk hand in hand

Faith is the answer

In the Highest above all things

And in yourself.

Have Faith.

Rebuild yourself.

© Isa Lisboa

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Poesia Dissolvida

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Imagem: http://www.pixabay.com

Caminho lentamente

Por esta casa,

Estas quatro paredes

Caminho lentamente

Conto os passos que ficaram

Me trouxeram aqui

Vejo como se desvanecem

No passado

Que já não sou

Já não quero

Não escrevo mais.

Deito-me no silêncio

O cansaço apodera-se

Calo os ecos, os gritos

As lágrimas.

As lágrimas voltam.

Às vezes voltam.

O chão está frio

E pergunta-me do presente

Que presente é este?

Escapo à realidade

Mas volto sempre

Finjo-me

Apenas.

Por momentos. Finjo-me.

Podia ser.

Mas agora estou aqui.

Não posso fingir sempre.

Também tem que doer.

O chão está frio

Mas é Aqui.

É Agora.

Sou. Sinto. Estou.

Levanto-me.

Caminho lentamente.

Para lá da porta que abri.

Caminho.

© Isa Lisboa

Monólogos da Desalinhada

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No meu primeiro blog, Instantâneos a preto e branco, publiquei alguns poemas e prosas poéticas, que reuni nos “Monólogos da Desalinhada”.

Estes monólogos foram escritos ao longo do tempo. De um tempo que já passou. São escritos de uma desalinhada, que se encontrou, caminhando fora da linha.

Estou a celebrar o mês do meu aniversário, por isso tenho mais um presente para dar, até ao final de Abril. Se quiseres receber uma cópia destes textos reunidos, só precisas de:

  • Seguir o blog, a minha página do Facebook ou Instangram;
  • Deixar um comentário indicando que queres receber os “Monólogos da Desalinhada”;
  • Por mensagem privada nas redes sociais ou através do e-mail blog@isalisboa.com, indicar-me o e-mail para o qual posso enviar-tos (coloca no assunto “Quero receber os Monólogos da Desalinhada!”

Obrigada por estarem aí!

Isa Lisboa