In the bookshelf @

A história de Joana d’ Arc, contada por Mark Twain.

A perspectiva da história é a do Senhor Louis de Compte, que teria sido seu secretário pessoal e que a terá acompanhado desde a infância e durante o seu percurso como general das tropas francesas, até à sua morte.

A história de Joana D’Arc, dos seus feitos e da sua morte, é bastante conhecida pela História. Mas este romance, escrito sobre esta perspectiva – de um amigo de longa data – traz-nos mais que um relato histórico. Aqui lemos um romance histórico com muitos toques pessoais, que fala da menina que se tornou mulher guerreira e que ajudou a devolver a coroa à cabeça de Carlos VII.

Segundo Twain “De todos os meus livros, Joana D’Arc é o meu preferido, é o melhor: sei-o quase de cor. Além disso, deu-me sete vezes mais prazer do que qualquer um dos outros: doze anos de preparação e dois anos de escrita. Os outros não precisariam de preparação e não a tiveram.”

© Isa Lisboa

In the bookshelf , Três homens e um barco

Partilho um dos últimos livros que li. Uma história simples, mas escrita com muito humor inteligente. Com esse humor, lemos um pouco sobre as particularidades e curiosidades do ser humano, nesta “amostra” de 3 amigos. E um cão. Num barco, ao longo do Tamisa.

Isa Lisboa

Vacina

Foram anos de investigação, anos de desânimo.
Na anterior pandemia Covid19, esta pandemia veio ao de cima de forma alarmante. Na verdade, esta doença já existia há muitos anos, mas a humanidade parecia adormecida a ela.
Via-se, no entanto, alguma esperança. Nem todos pareciam ter sido acometidos desta fatalidade invisível e aparentemente assintomática.
Notou-se com o coronavírus, na indiferença às mortes, indiferença igualada à registada face ao aumento da pobreza. Duas tragédias que andaram de mãos dadas, mas que poucos viam, entrincheirados do seu lado das certezas e das soluções únicas.
O mundo cientifico acordou com uma animadora notícia: a vacina há tanto procurada foi encontrada.
Depois de descoberta a vacina para o vírus e atingida a imunidade de grupo, a humanidade começou a aperceber-se lentamente do mal que lastrava entre nós. Escondido, mascarado, desculpando-se com a pandemia.
Aqueles que foram, a custo, mantendo a imunidade decidiram juntar-se. Procuraram cérebros que pudessem ajudar. Alguns deles, eles próprios acometidos pela doença, aceitaram, ainda assim, a tarefa. Seduzidos talvez pelo desafio.
A investigação decorreu durante anos e os primeiros testes foram aprovados no ano passado. Renascia a esperança para o ser humano. A esperança de recuperarmos aquela centelha essencial. A esperança para uma sociedade justa, humana, equilibrada.
Hoje, todas as farmacêuticas do mundo anunciaram que estão prontas para começar a produzir a vacina e a distribuí-la.
Serão primeiro inoculados os mais necessitados. Começarão pelas pessoas com mais altos cargos de poder. Aquelas que mais precisam ser curadas, de forma a começarem a dar o exemplo pelo seu comportamento.
Mas a expectativa é que chegue a todos, até que deixe de ser necessária.
Até que recuperemos a imunidade de grupo, e nos curemos da falta de empatia. Rejubilemos.

© Isa Lisboa

[Texto resultante de um desafio de escrita, que consistia em escrever um artigo / notícia sobre a descoberta de uma vacina conta o que eu considere ser um dos problemas da humanidade.]

Será que a culpa se casa?

Há dias numa reunião de trabalho, um colega brincou, dizendo “a culpa disto tudo é da Susete!”
Ri-me interiormente porque, no meu anterior trabalho, os meus colegas usavam muito esta frase. Tornou-se tal a tradição de dizer esta frase que, no meu último dia na empresa, recebi de presente uma tshirt que não me deixa esquecer que a culpa é minha.
Ao ouvir a frase repetida, dei por mim a perguntar se será verdade que a culpa morre sempre solteira ou se decidiu casar-se comigo. Mesmo que eu não tenha dito o famigerado “Sim!”.
Isto da culpa é um casamento difícil de manter. E dificilmente é um casamento feliz. Quer digamos sempre “Sim”, quer digamos sempre “Não”.
Se assumirmos sempre as culpas de tudo, somos aquela pessoa do casal que ama sempre pelos dois. Se formos a que sempre atira a culpa para o outro lado… bom, existe uma certa probabilidade de recebermos um pedido de divórcio, em algum momento.
É por isso que prefiro a palavra “responsabilidade”.
Ser responsável é tomar decisões e assumir os efeitos dessas decisões. É sermos crescidos, viver tanto com o que pode vir de bom, como de mau. E procurar corrigir os efeitos maus, na totalidade das nossas possibilidades. Também é conseguir viver com o facto de que, às vezes, não conseguiremos reparar o que correu mal.
Se a culpa morreu solteira, desejo que a responsabilidade encontre um casamento feliz e duradouro.

© Isa Lisboa

Criando asas

Por vezes a vida apresenta-nos desafios. A resposta pode ser saltar e construir as asas na descida. Mas também pode ser parar e reflectir, de forma a encontrar a melhor forma de os ultrapassar.

E o que tudo isto tem de divertido é que ambas as reações podem estar certas, dependendo do contexto.

É por isso que a vida tem o seu quê de difícil e o seu quê de entusiasmante. Enquanto o coração se agita, estamos realmente a viver. E isso só pode ser bom.

Isa Lisboa

In the bookshelf – Os 7 hábitos das pessoas altamente eficazes

Um livro interessante para quem está a começar a saber mais sobre o desenvolvimento pessoal. Explora sobretudo uma filosofia de vida, transformada em um método.

Na parte final, são feitas perguntas ao autor. Com humildade, o autor assume que a prática dos hábitos é um exercício diário e que não consegue ter todos os hábitos, todos os dias. É assim que vejo o verdadeiro desenvolvimento pessoal: um exercício diário, um olhar constante sobre nós próprios, os nossos valores e a consistência dos nossos comportamentos. Estamos sempre em construção e em processo de evolução.

Isa Lisboa

Um carnaval diferente

Imagem: pixabay

Este ano temos um carnaval diferente. As máscaras não podem sair à rua, e não podemos extravasar a alegria como de costume.

Precisamos talvez lembrar-nos que a alegria está em nós e que enquanto a soubermos encontrar, pouco importa o dia no calendário.

Espreitem para lá da máscara e do samba que hoje não toca e lembrem-se de onde são alegres!

Isa Lisboa