Criando asas

Por vezes a vida apresenta-nos desafios. A resposta pode ser saltar e construir as asas na descida. Mas também pode ser parar e reflectir, de forma a encontrar a melhor forma de os ultrapassar.

E o que tudo isto tem de divertido é que ambas as reações podem estar certas, dependendo do contexto.

É por isso que a vida tem o seu quê de difícil e o seu quê de entusiasmante. Enquanto o coração se agita, estamos realmente a viver. E isso só pode ser bom.

Isa Lisboa

In the bookshelf – Os 7 hábitos das pessoas altamente eficazes

Um livro interessante para quem está a começar a saber mais sobre o desenvolvimento pessoal. Explora sobretudo uma filosofia de vida, transformada em um método.

Na parte final, são feitas perguntas ao autor. Com humildade, o autor assume que a prática dos hábitos é um exercício diário e que não consegue ter todos os hábitos, todos os dias. É assim que vejo o verdadeiro desenvolvimento pessoal: um exercício diário, um olhar constante sobre nós próprios, os nossos valores e a consistência dos nossos comportamentos. Estamos sempre em construção e em processo de evolução.

Isa Lisboa

Um carnaval diferente

Imagem: pixabay

Este ano temos um carnaval diferente. As máscaras não podem sair à rua, e não podemos extravasar a alegria como de costume.

Precisamos talvez lembrar-nos que a alegria está em nós e que enquanto a soubermos encontrar, pouco importa o dia no calendário.

Espreitem para lá da máscara e do samba que hoje não toca e lembrem-se de onde são alegres!

Isa Lisboa

Frase da semana – Receita

“Sou o que quero ser, porque possuo apenas uma vida e nela só tenho uma chance de fazer o que quero.
Tenho felicidade o bastante para fazê-la doce, dificuldades para fazê-la forte,
Tristeza para fazê-la humana e esperança suficiente para fazê-la feliz.
As pessoas mais felizes não tem as melhores coisas,
elas sabem fazer o melhor das oportunidades que aparecem em seus caminhos.”

Clarice Lispector

Outra vez massa – mãe

Fui ao supermercado e já não havia fermento de padeiro. E pronto, cá estou eu de novo a fazer massa – mãe.
O que quer dizer que de novo ponho em stand by os contactos. E de novo ponho a luz verde na casa da saudade.
Volto aos telefonemas, vídeo – chamadas, mensagens via chat.
A nova massa – mãe ainda não faz bolhas, mas o confinamento voltou ao início.
Agora já sei fazer massa-mãe e já sei que o sabor do pão não é o mesmo. Mas também já sei que consigo ter uma alternativa para fazer o pão de aveia em casa.
E também já sei que, como em todas as situações difíceis, o mais importante é manter acesa a luz da alma,
Enquanto a alma estiver com luz à sua frente, podemos continuar a ver o melhor dentro de nós mesmos. Mesmo quando não vemos o caminho à frente.
Mesmo quando o mundo parece feio.
É preciso paciência para fazer massa – mãe.
É preciso paciência para ultrapassarmos os tempos difíceis.
Fermentemos.
 

© Isa Lisboa

Medos e dogmas

Imagem: http://www.pixabay.com

“Não há factos eternos, como não há verdades absolutas.”
Friedrich Nietzche

Gosto muito desta frase e acho que é algo importante lembrar.
Lembrar, mas não para a atirar a quem tem uma opinião diferente da nossa. É uma boa frase para atirarmos a nós mesmos.
Vivemos um tempo de medos, que me parece estarem a fazer muitas verdades absolutas. E isso dá-me medo.
Tenho medo dos efeitos do vírus na vida, na saúde, e nos sistema de saúde. Tenho medo dos efeitos do vírus no aumento da fome, na perda de condições de subsistência e condições de vida mínimas, na saúde mental.
Mas também tenho cada vez mais medo da intolerância.
Já no pré – covid a via muitas vezes.
Mas as vagas de covid trouxeram novas vagas de verdades absolutas e ataques a quem tem opiniões diferentes. Como se essa opinião fosse também um vírus.
Concedo que algumas ideias se possam assemelhar a vírus, incluindo as suas consequências nefastas.
Mas pensemos em algo de inovador: e se a opinião do outro, for apenas uma visão de alguém que vive uma realidade diferente da nossa? Que
também sofre, mas com dificuldades diferentes das nossas? E que talvez (vá, só um esforço de imaginação), talvez, por isso pense de forma diferente da nossa?
Talvez o sacana egoísta do lado nos veja a nós como sacanas egoístas. Já pensaram nisso?
Isto assusta-me. Assustam-me as verdades absolutas, fechadas sobre si próprias. Assusta-me que estejamos a tentar salvar uma sociedade que se esqueceu de que o outro não é apenas quem pensa igual a si. Uma sociedade que cada vez mais deixa de saber como se colocar no lugar do outro.

Termino como comecei, com uma citação:

“Posso não concordar com uma só palavra sua, mas defenderei até à morte o seu direito de dizê-las.”
Voltaire

© Isa Lisboa

In the bookshelf – Fernando Pessoa, o romance

Hoje este Pessoa partilha convosco um romance sobre o “original” Fernando Pessoa.

É um romance biográfico, de Sofia Louro, que nos apresenta uma visão do homem, e de como ele se entrelaça com o poeta e com cada um dos seus heterónimos.

Este livro está na minha estante e é sem dúvida um dos que tenho vontade de reler um dia mais tarde. Ao ler, podia imaginar o poeta e os seus poemas a surgirem. Mas, acima de tudo, podia imaginar o homem comum, envolto em dilemas, medos, sonhos, projetos. Além do génio de Pessoa, este livro fala-nos sobre a sua humanidade.

E vocês, costumam ler biografias ou romances biográficos?

© Isa Lisboa