Sobre Isa Lisboa

Se acreditasse poder definir-me numa só palavra, diria que a Isa Lisboa é uma escritora. Como são precisas muitas, direi que sou tudo o que vejo.

Criando asas

Por vezes a vida apresenta-nos desafios. A resposta pode ser saltar e construir as asas na descida. Mas também pode ser parar e reflectir, de forma a encontrar a melhor forma de os ultrapassar.

E o que tudo isto tem de divertido é que ambas as reações podem estar certas, dependendo do contexto.

É por isso que a vida tem o seu quê de difícil e o seu quê de entusiasmante. Enquanto o coração se agita, estamos realmente a viver. E isso só pode ser bom.

Isa Lisboa

In the bookshelf – Os 7 hábitos das pessoas altamente eficazes

Um livro interessante para quem está a começar a saber mais sobre o desenvolvimento pessoal. Explora sobretudo uma filosofia de vida, transformada em um método.

Na parte final, são feitas perguntas ao autor. Com humildade, o autor assume que a prática dos hábitos é um exercício diário e que não consegue ter todos os hábitos, todos os dias. É assim que vejo o verdadeiro desenvolvimento pessoal: um exercício diário, um olhar constante sobre nós próprios, os nossos valores e a consistência dos nossos comportamentos. Estamos sempre em construção e em processo de evolução.

Isa Lisboa

Um carnaval diferente

Imagem: pixabay

Este ano temos um carnaval diferente. As máscaras não podem sair à rua, e não podemos extravasar a alegria como de costume.

Precisamos talvez lembrar-nos que a alegria está em nós e que enquanto a soubermos encontrar, pouco importa o dia no calendário.

Espreitem para lá da máscara e do samba que hoje não toca e lembrem-se de onde são alegres!

Isa Lisboa

Eu sei

Não olhes assim para mim! Estás a pensar que é impossível, mas não é! Ou, pelo menos, não podes afirmá-lo sem primeiro tentares.
É incerto, é arriscado! Pois é! Mas e o risco de te renderes ao que não queres, ao que te esvazia, ao que é Nada? Não é esse risco maior?
O risco de te perderes de ti, de te esqueceres de quem és e do que queres. Aceitar apenas o que te dão já feito. Confortável. Talvez.
Não precisar decidir. Não precisar lutar. Lutar cansa. Cansa! Às vezes dói. Levamos umas bofetadas sem esperar.
Se dói, é porque o sangue corre. Faz parte. Não vais ganhar sempre. E só a perder aprendes a ganhar.
Não olhes assim para mim. Lá estou eu com as minhas maluquices, eu sei.
Mas eu também sei: não é impossível.

© Isa Lisboa

Conto de Pequena Holanda

Imagem: http://www.pixabay.com

Ao ver a palavra “Fim” naquela tela gigante, percebeu que algo de novo começava,
Sempre vivera em Pequena Holanda, rodeada de flores. Começara cedo a profissão da família, cultivando aqueles pedaços de beleza. A maior beleza do mundo, como sempre lhe tinham dito.
E sempre acreditara que o seu pequeno mundo era o mais belo.
Agora, aos 16 anos, descobria que havia mais mundo, para além do campo de orquídeas.
Hoje descobria que, noutros pontos do país, havia uma beleza imensa, maior do que a vista alcança. De um azul mais mágico que a cor de qualquer flor que algum dia tenha visto crescer.
Hoje, Cristiana Pé Curto descobria que queria dar passos de gigante.
Hoje, Cristiana Pé Curto descobria que havia um mundo chamado mar. Um mundo que havia de a levar a outros mundos.
Hoje tornava-se amanhã.

© Isa Lisboa

Este conto surgiu a partir de um desafio de escrita criativa.

Frase da semana – Receita

“Sou o que quero ser, porque possuo apenas uma vida e nela só tenho uma chance de fazer o que quero.
Tenho felicidade o bastante para fazê-la doce, dificuldades para fazê-la forte,
Tristeza para fazê-la humana e esperança suficiente para fazê-la feliz.
As pessoas mais felizes não tem as melhores coisas,
elas sabem fazer o melhor das oportunidades que aparecem em seus caminhos.”

Clarice Lispector

Outra vez massa – mãe

Fui ao supermercado e já não havia fermento de padeiro. E pronto, cá estou eu de novo a fazer massa – mãe.
O que quer dizer que de novo ponho em stand by os contactos. E de novo ponho a luz verde na casa da saudade.
Volto aos telefonemas, vídeo – chamadas, mensagens via chat.
A nova massa – mãe ainda não faz bolhas, mas o confinamento voltou ao início.
Agora já sei fazer massa-mãe e já sei que o sabor do pão não é o mesmo. Mas também já sei que consigo ter uma alternativa para fazer o pão de aveia em casa.
E também já sei que, como em todas as situações difíceis, o mais importante é manter acesa a luz da alma,
Enquanto a alma estiver com luz à sua frente, podemos continuar a ver o melhor dentro de nós mesmos. Mesmo quando não vemos o caminho à frente.
Mesmo quando o mundo parece feio.
É preciso paciência para fazer massa – mãe.
É preciso paciência para ultrapassarmos os tempos difíceis.
Fermentemos.
 

© Isa Lisboa