Sobre Isa Lisboa

Se acreditasse poder definir-me numa só palavra, diria que a Isa Lisboa é uma escritora. Como são precisas muitas, direi que sou tudo o que vejo.

Annonymous pain

There is

An annonymous pain

That one you feel

When a part of you dies

Greater than the pain;

When you are the one

To inflict

The final

Merciful

Stroke.

There are times

The sword must be risen

We know it

Don’t want it

But it has to be done.

That one dead limb

Must be eliminated

The fight

Is for survival

Of the best in you

Of the light

Hidden in the dark.

We face the choice

Of letting go

Cutting loose

Until there’s

Nothing left

But who you were in the beginning

.

.

.

Do you remember who you were in the beginning?

Do you remember

Who you were

Before the pain?

Do you remember what caused the pain?

 

© Isa Lisboa

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Ser mulher

Ser mulher é….

…sorrir e às vezes chorar; é ter glamour e outras vezes até não; sorrir, ser curiosa; criar e ser criativa; lutar e umas vezes ganhar, outras perder; ser traquinas e depois ser séria; ver a vida cheia de cor, exceto quando está a preto e branco; aceitar desafios, mas também parar para descansar.

E, afinal, apenas basta…ser! 😉

Isa Lisboa

Criatividade

Criatividade é atirares-te para o abismo sem saberes se as asas vão crescer na descida. É amar tanto a sensação de voar como a possibilidade da queda. É saber que ambas têm a possibilidade de dar à luz algo novo.

Criatividade é ter medo das alturas, mas subir na mesma. Fazer de conta que o chão está perto e usar a sensação de vertigem para criar a sensação de planar.

Criatividade é estar com os pés assentes no chão e imaginar que eles se tornam raízes. E que nos tornamos árvores, e esticamos os braços para o céu.

Criatividade é sonhar a realidade, esquecer que ela existe e ao mesmo tempo reinventá-la.

Criatividade é atrever-se. Nada é mais arriscado do que sair da norma. Mas nada é mais necessário também.

Agitar as águas, para que se formem rios e mares e lagos. Criar novos oceanos, para descobrir novas terras ao cruzá-los.

Criatividade é uma espécie de dor que alivia, um fogo que refresca. Não se compreende, não tem lógica. Muitas vezes feia, tantas vezes bela.

Criatividade é uma assinatura. É deixar a alma sair e imprimir-se no mundo. Deixá-la correr, cantar, dançar, arrancar as roupas e rebolar na terra, como antes de vir ao mundo.

Criatividade é regressar àquele lugar onde tudo é possível.

Criatividade é regressar a mim.

 

© Isa Lisboa

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Perdi uma pena

 

Naquele dia, ele não sabia que ia ficar mais leve.

Acordou calmamente, como de costume e sacudiu as pequenas gotas de orvalho que caíram por entre as folhas das árvores.

Mas a par das gotinhas, saltou-lhe uma pena. Flutuou por um tempo microscópico e começou a cair em direção ao chão.

Intrigado, deu às asas e desceu atrás dela, até ela aterrar em cima das folhas caídas no chão.

Observou-a atentamente. Era pequena, mas grande ao mesmo tempo. Procurou ao longo do corpo de onde teria saído. Teria um buraco na plumagem? À primeira vista, parecia que não.

Tocou-lhe com o bico e pareceu-lhe macia. As cores pareciam diferentes de quando as limpava. Terminava numa espécie de bico também, provavelmente onde estava antes presa a si.

Enquanto a comtemplava, viu-a levantar-se, puxada por uma brisa mais forte. Movia-se no ar, rodava sobre si mesma, como se fosse agora um corpo próprio.

Ergue-se até perto dela para a observar melhor e a brisa começa a ficar mais forte, puxando-a para mais longe.

Seguiu-a, decidido a não a perder, e continuando a erguer-se. Sentia-se um pouco mais cansado, mas não podia perder a sua pena.

Quando já não conseguia mais, percebeu que tinha voado mais alto que alguma vez se atrevera e o seu pequeno coração apertou-se.

Olhou nervosamente para baixo e teve vontade de descer. Mas tinha ido atrás da sua pena. Olhou à volta e já não a viu em lado nenhum.

Subira demasiado e ainda por cima perdera a sua pena! Mas o que estava ele a pensar? Para que é que se arriscou para tão longe do seu galho? Ainda por cima com menos uma pena!

Olhou à volta à procura de outros pássaros, mas estava sozinho.

Ia começar a descer, mas pelo canto do olho vislumbrou algo fascinante. Olhou à volta e viu. Árvores, árvores e mais árvores. Tantas mais que aquelas que conseguia alcançar do seu galho.

Devia ser disto que ouvia alguns pássaros mais atrevidos a falar.

Devia ser isto a floresta.

 

© Isa Lisboa

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In the Bookshelf – Hábitos Atómicos

“Hábitos Atómicos” foi o último livro que acabei de ler e partilho-o ainda em Janeiro, a jeito de ajuda com as resoluções de novo ano que possam ter feito.

É um livro que dá dicas práticas sobre como criar novos hábitos (saudáveis) e deixar de ter hábitos menos saudáveis.

Parte da ideia base de que “se conseguirmos melhorar 1% todos os dias, durante um ano, chegaremos ao fim 37 vezes melhor”. A partir daqui e de 4 leis, James Clear apresenta-nos o poder dos pequenos hábitos. Para nos ajudar a libertarmo-nos dos maus hábitos, inverte essas mesmas 4 leis, com dicas igualmente úteis.

Para além da sua componente bastante prática, destaco principalmente a ideia que o autor apresenta de que aquilo que fazemos é um reflexo do que julgamos ser. Uma vez que queremos sempre manter a nossa identidade e a nossa auto – imagem, é difícil implementar um hábito que as contrarie.

Por exemplo, é difícil conseguir implementar o hábito de comer mais legumes se nos identificarmos como alguém que só gosta de “junk food”. No entanto, se lembramos que gostamos de ter mais energia, que  gostamos de ter o nosso corpo são, então aí começamos a identificar-nos como uma pessoa saudável, e é mais fácil adaptarmos esse novo hábito.

Por outro lado, imaginemos que deixaste de fumar e, quando te oferecem um cigarro, dizes “Não quero, estou a deixar de fumar.”. Agora, imagina dares a resposta alternativa: “Não quero, não sou fumador@!”. Com cada uma destas frases passamos ao nosso próprio cérebro uma mensagem muito diferente. E a segunda parece envolver muitos menos tentações, o que vos parece?

Assim, fica a ideia fora da caixa (ou nem por isso 😉) de nos questionarmos, de começarmos a descobrir novas facetas de nós mesmos e de começarmos a ter um discurso interno diferente.

E por aí, já leram este livro? Se sim, o que acharam e que dicas implementaram?

Partilhem e boas leituras!

 

© Isa Lisboa

Movimento

Caos e Ordem

Movimento contínuo

Caótico e Ordenado

No turbilhão do meio

Estou eu

Vezes água

Vezes fogo

Algumas sem saber.

Que importa

Tantas vezes

Se a vida pulsa

E o coração se entusiasma.

Tivesse eu nascido

Definida

Certa

Com todos os nomes dados.

Seria rio em vez de mar

Calor em vez de chama.

Pouco seria deste Eu

Que não se contenta

Quer sempre mais

Descobrir mais

Pisar outros sítios

Aprender o novo

Questionar.

Pouco seria de mim

Ainda bem que vos abraço

Caos e Ordem.

Assim sou movimento

Entre um e outro

Vento

De ponta a ponta

Deste meu Mundo.

Viajo

E acalmo.

Apenas para partir de novo!

 

© Isa Lisboa

Isa Lisboa, Escritora e Sonhadora

Boas Festas!

Tenho estado ausente deste espaço, em estado de crisálida, pelo qual todos passamos de vez em quando.

Mas passo hoje para vos desejar um Feliz Natal e um 2022 feliz e promissor!

Até breve!

Isa Lisboa

Distance

I see distance
From what was
Once pain.
A paved road
Lies behind
Each square
Marking a story.
I see distance
From who
I once were
And yet
I am now
So much closer
To her
The lost girl.
These walls
Are now
Truly a home
My skin
Is now
My own.
I see distance
From all of that
Which created the scars
I see beauty
In each of them
The skin needed
To be cut
And the blood
Needed to be drained.
I see distance
From that time
When the scars
Have slowly disappeared.
I see distance
But I know
That time is there
Waiting for me
In the distance
That I see.

© Isa Lisboa