Sobre Isa Lisboa

Se acreditasse poder definir-me numa só palavra, diria que a Isa Lisboa é uma escritora. Como são precisas muitas, direi que sou tudo o que vejo.

TEDx ULisboa – Insights sobre e com a palestra de Marco Rodrigues

A história de Marco Rodrigues é uma história de superação.

Devido a uma doença, ainda adolescente ouviu que iria passar o resto da sua vida numa cadeira de rodas.

Não se conformando com esse diagnóstico, Marco procurou alternativas. Depois de usar um aparelho ortopédico que o mantinha fora da cadeira de rodas, mas com dores, Marco procurou ir mais além. E com a ajuda de um profissional que o ajudou a ganhar força muscular, Marco consegue hoje andar sem o aparelho.

Para além da sua força de vontade, retive também um pensamento profundo que este jovem teve. Ele, a certa altura, sentiu que queria sair daquele corpo. Aquele corpo que lhe causava dores.

E então “perguntei-me o que era aquela voz que me dizia «Eu quero sair deste corpo»”. Com este pensamento profundo, Marco pediu a todos que procurem sempre a sua essência.

Também eu acredito que essa voz que ouvimos não são apenas pensamentos.

Quer lhe chamemos essência, consciência, alma, ou outro nome, somos mais que um corpo.

© Isa Lisboa

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Marco Rodrigues, TEDx ULisboa

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TEDx ULisboa – Insights sobre e com a palestra de P3dra

O TEDx ULisboa abriu com uma intervenção performativa protagonizada pelo artista P3dra.

Mas para além da música, ele também partilhou connosco alguns pensamentos de que gostei muito e que gostaria de aqui destacar.

Ele começa por dizer algo parecido com isto: “A minha vida é um conjunto de equívocos que acabaram por fazer sentido.”

Achei curioso começar o dia a ouvir esta ideia porque ainda no dia anterior falara com uma amiga que me lembrara disto: o que em certa altura percepcionei como erro, não o é necessariamente.

A um nível espiritual, ou metafísico, como queiram, quer isto dizer que nada acontece por acaso.

E uma escolha ou decisão que parece ter dado errado, mostra o seu sentido mais à frente. Ou nos levou a algo melhor ou nos ensinou algo, sobre nós, sobre a vida.

Esta ideia é algo que comprovo em mim mesma, olhando para trás, ligando os pontos e as peças do puzzle.

Também é um fio que já me ajudou a ultrapassar tempos difíceis. Em momentos em que era tentador ceder a uma espécie de revolta para com as partidas do mundo. Lembrar-me de que haverá uma razão para o que está a acontecer, ajuda a lidar com as emoções negativas e a ajuda a ultrapassar o momento. Tanto no bom, como no mau. E disso, também é importante lembrarmo-nos. O bom também passa.

Outra das ideias que retive desta palestra foi a da meta. Ele deu o exemplo de quando fazemos uma caminhada. Ninguém nos deseja boa chegada, mas sim, bom caminho. E é por isso que o P3dra diz que “o que importa não é a meta, mas sim o caminho.”

Também esta ideia falou muito comigo, porque, por natureza, tenho sempre alguma meta a bailar-me na mente. E quando me esqueço deste pensamento simples, de que o que importa é o caminho, então aí começa a bater-me à porta a ansiedade. E a ansiedade é uma grande inimiga da meta.

É bom atingir um objetivo, cortar a meta. Mas percorrer o caminho para chegar lá, é o que – se virmos bem – é isso que possibilita esse momento de extrema felicidade.

Se dessemos apenas um passo e já estivéssemos na meta, certamente que o entusiasmo não seria muito, não concordam?

Por isso apreciemos o caminho, ainda que não tirando os olhos do objetivo, que é chegar.

E ao chegar, outro caminho se abrirá.

© Isa Lisboa

Deixo-vos um vídeo do artista, se quiserem conhecê-lo melhor:

TEDx ULisboa – Insights

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No dia 04/05/19 fui assistir às TEDx ULisboa. O tema era encontrar o verdadeiro Norte. Entre palestras performativas, histórias de vida e histórias da vida, foi um dia inspirador. Porque ouvi histórias inspiradoras. Algumas de dor e superação.

Perante histórias como as que ouvi é fácil sentir-me por momentos pequenina. Sentir que a minha dor é pequenina.

Mas de repente ocorreu-me que é essa uma forma de me sentir vítima.

E isso, descobri já há muito tempo que não sou.

E às vezes dói. E, fazer de conta que não dói, não resolve nada. Só mascara. Por isso, às vezes dói. Só que não fico ali, onde dói, parada, abraçada à dor. Isso é que não ajuda ninguém, especialmente a mim!

O que quero dizer é mais ou menos isto:

A tua dor é só tua. E só tu sabes quanto dói. E é natural que por vezes te sintas na *****. Mas não é natural que fiques a chafurdar por lá. Porque tu consegues muito mais que isso.

Eu sei que consegues. E tu também sabes que consegues!

© Isa Lisboa

(Nos próximos dias, publicarei mais alguns insights que tive durante as palestras deste TEDx. Se quiseres saber um pouco de como foi, passa por cá!)

Qual a velocidade do teu piloto automático?

Lembro-me de ter visto no Facebook um post cómico, com uma imagem que dizia algo como “Amanhã, das 10h às 12h, estarei a vender limonada, à porta da minha casa. Preço: 1€ por copo.” Seguiam-se comentários como: “Quando?”, “Onde?”, “A que horas?”, “Qual é o preço?”.

Este era um post cómico, mas que é, na verdade, bastante real. Vejo muitas vezes este fenómeno, de ver, ler e ouvir em cruz, sem realmente absorver a mensagem, sem se dar tempo de a entender.

Nas redes sociais, já o vi várias vezes em páginas e grupos. Já me aconteceu ter comentários na minha página em que percebi que apenas a primeira frase tinha sido lida e, por isso, a mensagem do texto havia ficado perdida no éter social.

Mas se as redes sociais nem sempre espelham a vida, também podem ser um micro-cosmos dela.

Parece-me ser este um dos casos. Viver em piloto automático é tentador. A sociedade actual incentiva-o. Precisas fazer, e fazer instantaneamente.

Temos muitas opções de fast food, mas assim como podemos escolher o alimento para o corpo, também podemos escolher o alimento para a mente e para o espírito.

Pergunta-te a ti mesmo(a): queres alimentar a mente e o espírito com comida pré-cozinhada e pronta para o micro-ondas? Ou preferes uma refeição acabada de fazer, ainda que te dê mais trabalho?

Em função da tua resposta, escolhe a velocidade do teu piloto automático.

© Isa Lisboa

Monólogos da Desalinhada

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No meu primeiro blog, Instantâneos a preto e branco, publiquei alguns poemas e prosas poéticas, que reuni nos “Monólogos da Desalinhada”.

Estes monólogos foram escritos ao longo do tempo. De um tempo que já passou. São escritos de uma desalinhada, que se encontrou, caminhando fora da linha.

Estou a celebrar o mês do meu aniversário, por isso tenho mais um presente para dar, até ao final de Abril. Se quiseres receber uma cópia destes textos reunidos, só precisas de:

  • Seguir o blog, a minha página do Facebook ou Instangram;
  • Deixar um comentário indicando que queres receber os “Monólogos da Desalinhada”;
  • Por mensagem privada nas redes sociais ou através do e-mail blog@isalisboa.com, indicar-me o e-mail para o qual posso enviar-tos (coloca no assunto “Quero receber os Monólogos da Desalinhada!”

Obrigada por estarem aí!

Isa Lisboa