Há uma montanha

Há uma montanha

Num sítio que ninguém sabe

Mas que todos vêm

Há uma montanha

Que parece um homem

Dias há em que parece

Que dorme a sua tristeza

Dias outros

Parece que descansa a sua paz

Talvez a montanha

Não seja um homem

Seja a mulher

Que sou eu

E os sentimentos sejam meus.

© Isa Lisboa

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So…About love… (II)

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So…

Love is but a game

So they say

Why should it be?

A move to win

Risking to loose.

Loose your fears

Your ties

That’s all it should be.

Games are

For those who like chances

Love is for those who give a chance.

A chance to freedom

To free one’s heart.

Love cannot be

A boardgame

Trying to get

The strongest piece

Strategy is bound to fail.

Unlike the games of mundane life

Love is a game you win

Only when you are

Willing to loose,

So that you can

Win a new space

In your own heart.

So…

About love…

Just let the games begin…

© Isa Lisboa

(So… about love… (I))

So…About love…

So…

Love is a moment.

That one moment

When everything changes

You realize

There’s a bit of you

Which now lives

In someone else’s.

A moment of pain and bliss.

Blissful pain, perhaps.

Love is the moment

You realize

And the moment

You have no clue.

How to make it right

Is not a question

All is right

Even if it is wrong

All is unsure

But life is an adventure

And love reminds you

To go out and live it.

Love is the moment

Your heart smiles

And hides it’s face

At the same time;

Hope and fear.

Love is so many

Moments;

Love is but a moment,

But a moment can be

Timeless.

So…about love…

Only lovers know…

 

© Isa Lisboa

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As asas de Ícaro

Skipholt (by)

A sombra –

Essa sedutora –

Roubou as asas de Ícaro.

Desamparado

Caiu

Anteveu o embate

Com a terra seca.

Doeram os músculos

Os ossos

E a pele rasgou.

O sol era um sonho

O que lhe deu asas

Foi o mesmo

Que as derreteu

Ilusões a escorrer

A pingar sobre a Terra

Onde o seu corpo

Caiu

Com vida, mas com dor.

Chamem-lhe soberba

Orgulho

O que for

A sombra sussurrou

Ao ouvido de Ícaro

Sobe

Acima do que és

Sobe

Sem olhar

Sobe até mais não.

Corpo caído

Dorido

Ferido

Dor em mais que corpo.

Uma mão passa-lhe

Na fronte

Água fresca

Nos lábios.

A Sombra

Roubou as asas de Ícaro.

Mas o Amor

Devolveu-lhe a vida.

© Isa Lisboa

Faith

No.

I’m sorry to say

No,

Nobody is coming

To save you.

No

There is no one

For you to save.

It is only you

It is up to you to save yourself

You are the one.

Whether in a white horse

Or not

You are the one

Waiting

To be saved

You are the one

To be rescued

And you have it in you

That power

To bring

Yourself back up

To wipe

Your own tears

To look at yourself

In the mirror of the soul

And see.

See what was it

That you did wrong

See what was it

That could not

Be avoided.

Fate and willpower

Walk hand in hand

Faith is the answer

In the Highest above all things

And in yourself.

Have Faith.

Rebuild yourself.

© Isa Lisboa

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Poesia Dissolvida

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Imagem: http://www.pixabay.com

Caminho lentamente

Por esta casa,

Estas quatro paredes

Caminho lentamente

Conto os passos que ficaram

Me trouxeram aqui

Vejo como se desvanecem

No passado

Que já não sou

Já não quero

Não escrevo mais.

Deito-me no silêncio

O cansaço apodera-se

Calo os ecos, os gritos

As lágrimas.

As lágrimas voltam.

Às vezes voltam.

O chão está frio

E pergunta-me do presente

Que presente é este?

Escapo à realidade

Mas volto sempre

Finjo-me

Apenas.

Por momentos. Finjo-me.

Podia ser.

Mas agora estou aqui.

Não posso fingir sempre.

Também tem que doer.

O chão está frio

Mas é Aqui.

É Agora.

Sou. Sinto. Estou.

Levanto-me.

Caminho lentamente.

Para lá da porta que abri.

Caminho.

© Isa Lisboa

Monólogos da Desalinhada

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No meu primeiro blog, Instantâneos a preto e branco, publiquei alguns poemas e prosas poéticas, que reuni nos “Monólogos da Desalinhada”.

Estes monólogos foram escritos ao longo do tempo. De um tempo que já passou. São escritos de uma desalinhada, que se encontrou, caminhando fora da linha.

Estou a celebrar o mês do meu aniversário, por isso tenho mais um presente para dar, até ao final de Abril. Se quiseres receber uma cópia destes textos reunidos, só precisas de:

  • Seguir o blog, a minha página do Facebook ou Instangram;
  • Deixar um comentário indicando que queres receber os “Monólogos da Desalinhada”;
  • Por mensagem privada nas redes sociais ou através do e-mail blog@isalisboa.com, indicar-me o e-mail para o qual posso enviar-tos (coloca no assunto “Quero receber os Monólogos da Desalinhada!”

Obrigada por estarem aí!

Isa Lisboa

Poema sem sentido

Nasceu pássaro
Perdeu as asas
Por falta de uso;
Tentou cantar
Mas não era ave canora
Esse ofício não ia ter;
Não sabia nadar
Peixe não poderia todavia ser;
Correr também não conseguia
Para a savana não havia de ir.

Fincou-se então ao chão
Falou com a terra
Bem alto lhe pediu,
A terra acedeu.

Árvore ali nasceu
Dá abrigo e sombra,
A quem asas tem
E a voar quer aprender.

© Isa Lisboa

desejo, carlos saramago

Arte: “Desejo”, de Carlos Saramago
http://carlos-saramago.blogspot.pt/