Sir Pepe

Pepe

E então chegou o dia

O dia em que não consegui salvar-te

Sabia que a luta era contra

Forte ininigo.

Aproveitaste todas as armas

O melhor que conseguiste

Guerreiro digno de nota

Altivo, forte, resiliente

A ti que me salvaste

Tantas vezes

Apenas com a tua presença

A ti que eu não consegui salvar

Conseguimos enganar os meses

Talvez em tempo de gato

Fossem anos que tiveste.

Por um momento

Não queria que fosses.

Mas mostraste-me no olhar

Que estava na hora.

De ires.

De descansares.

Missão cumprida.

Quando cheguei a casa

Estava vazia

Vazia naquele espaço

Que preenchias.

O vazio ainda o sinto

Em dias inesperados.

As memórias doces

Acompanham sempre.

Ecoam nas paredes

Soltam-se das almofadas

Onde dormias

Dos teus brinquedos favoritos.

Sir Pepe.

Protetor. Guia. Guerreiro.

Professor.

Obrigada por esta vida.

Cheia de amor.

Cheia de ti.

Histórias além do escritório

Os livros e a escrita chegaram antes do escritório e estou convicta de que se manterão depois dele. E por isso é tão bom estar perto dos livros e de escritores e pessoas que amam livros como eu.

No dia 28 de Maio estive na Feira do Livro de Lisboa numa conversa muito boa e enriquecedora com dois colegas de trabalho que também são escritores, moderado espetacularmente por uma também colega da empresa.

Falámos sobre a nossa escrita, o que nos inspira e sobre como tem sido o nosso percurso. Em comum temos o gosto pela escrita e o ambiente corporativo. Porque não temos só um lado. E é tão bom poder viver todos e cada um dos nossos lados, desde o lado A ao lado Z.

Ser mulher

Ser mulher é….

…sorrir e às vezes chorar; é ter glamour e outras vezes até não; sorrir, ser curiosa; criar e ser criativa; lutar e umas vezes ganhar, outras perder; ser traquinas e depois ser séria; ver a vida cheia de cor, exceto quando está a preto e branco; aceitar desafios, mas também parar para descansar.

E, afinal, apenas basta…ser! 😉

Isa Lisboa

Movimento

Caos e Ordem

Movimento contínuo

Caótico e Ordenado

No turbilhão do meio

Estou eu

Vezes água

Vezes fogo

Algumas sem saber.

Que importa

Tantas vezes

Se a vida pulsa

E o coração se entusiasma.

Tivesse eu nascido

Definida

Certa

Com todos os nomes dados.

Seria rio em vez de mar

Calor em vez de chama.

Pouco seria deste Eu

Que não se contenta

Quer sempre mais

Descobrir mais

Pisar outros sítios

Aprender o novo

Questionar.

Pouco seria de mim

Ainda bem que vos abraço

Caos e Ordem.

Assim sou movimento

Entre um e outro

Vento

De ponta a ponta

Deste meu Mundo.

Viajo

E acalmo.

Apenas para partir de novo!

 

© Isa Lisboa

Isa Lisboa, Escritora e Sonhadora

Criando asas

Por vezes a vida apresenta-nos desafios. A resposta pode ser saltar e construir as asas na descida. Mas também pode ser parar e reflectir, de forma a encontrar a melhor forma de os ultrapassar.

E o que tudo isto tem de divertido é que ambas as reações podem estar certas, dependendo do contexto.

É por isso que a vida tem o seu quê de difícil e o seu quê de entusiasmante. Enquanto o coração se agita, estamos realmente a viver. E isso só pode ser bom.

Isa Lisboa

Vem aí um Ano Novo

A meia noite não trará, magicamente, um novo ano em que tudo mudará de um segundo para o outro. As resoluções de ano novo não vão cumprir-se só porque comemos uma passa a acompanhá-las.

Tal como nos outros anos, as mudanças que procuramos vão precisar de tempo e, sobretudo, de acção da nossa parte.

Mas o momento em que o ano passa continua a ser um símbolo.

Desejo que não seja um simbolo de “vamos esquecer o ano que passou”. Mas que seja um simbolo de aprendizagem com os momentos difíceis. E que nos lembre das pessoas e de tudo mais que de bom o ano anterior nos trouxe e nos mostrou.

Feliz Ano Novo a todos!

Sempre escrevi em cadernos…

Sempre escrevi em cadernos… Gosto de abrir o caderno numa nova folha em branco, do toque das folhas nos dedos e do deslizar da caneta pelo papel.

Releio os cadernos antigos, e ao ver o enrrolar mais ou menos agitado da caligrafia, recordo ainda mais intensamente as emoções que me levaram a escrever aquele texto. Releio, como se folheasse um álbum de memórias.

Gosto de ter esses velhos amigos, guardados, à espera de quando preciso falar com eles de novo .

Sempre escrevi em cadernos. Mas hoje, agora, não escrevi…! 😉