Pausa Mindfull – Meditação

Para a Pausa Mindfull desta semana, proponho uma pequena meditação, que podem fazer ao vosso ritmo, durante o tempo que fizer sentido para vocês e durante o qual se sintam bem.

Comecem por se sentar numa posição confortável. Se quiserem, coloquem uma música suave que vos faça sentir bem.

Fechem os olhos, ou, caso se sintam mais confortáveis, basta semi-cerrarem os olhos. Respirem fundo, inspirando e expirando profundamente. Repitam, pelo menos 3 vezes.

Depois, imaginem à vossa frente uma pequena bola de luz. Ela pode ter a cor que quiserem, a cor que vos faça sentir bem nesse momento. Pode ser branca, azul, rosa, verde… Escolham a cor que a vossa bola de luz terá, e imaginem-na a flutuar à vossa frente. Mantenham o foco nessa bola de luz por um pouco e, quando se sentirem preparad@s, visualizem essa bola de luz a expandir-se, lentamente, calmamente… ao vosso ritmo… Imaginem essa bola de luz a aumentar até ao tamanho de todo o vosso corpo, a aumentar além do tamanho do vosso corpo. A envolver-vos totalmente. Imaginem essa bola de luz a envolver-vos numa sensação de calma e protecção. Sintam esse momento de calma, de protecção, de segurança. Apreciem essa sensação.

Este é o teu momento. Aprecia-o, sente-o, aproveita-o.

Fiquem com esta imagem enquanto se sentirem bem. Caso o pensamento vagueie, para lá da bola de luz, isso é perfeitamente normal. Apenas voltem a concentrar o vosso foco na bola de luz e na sensação que ela vos provoca. Quando quiserem terminar, comecem a mexer as mãos, braços, pernas. Lentamente. Abram os olhos devagar, espreguicem-se, se quiserem. 

Boa semana!

Isa

Frase da semana -Higiene mental

“Não duvide do valor da vida, da paz, do amor, do prazer de viver, em fim, de tudo que faz a vida florescer. Mas duvide de tudo que a compromete. Duvide do controle que a miséria, ansiedade, egoísmo, intolerância e irritabilidade exercem sobre você. Use a dúvida como ferramenta para fazer uma higiene no delicado palco da sua mente com o mesmo empenho com que você faz higiene bucal.”

Augusto Cury

Pausa Mindfull – Lista de Gratidão

A Pausa Mindfull que proponho hoje é uma pausa para a semana inteira 🙂

No cimo de uma folha, escrevam: 

“Estou grata(o) por:”

No final de cada dia, escrevem algo pelo qual se sintam grat@s neste momento. Repitam este exercício em cada dia da semana e, quando chegarem a domingo, releiam e percebam qual a mensagem que esta lista que escreveram tem para vocês.

Boa semana!

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Pausa Mindfull – Play you music

Hoje a sugestão é que escolham uma das vossas músicas favoritas, coloquem os auriculares, sentem-se ou deitem-se confortavelmente e ponham a música a tocar. Basta ouvirem e apreciarem 😉 Se quiserem, repitam. As vezes que vos apetecer.

No final, convido-vos a pegar num papel e escrever a(s) emoções que a música vos despertou!

Boa semana,

Isa Lisboa

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Pausa Mindfull – Foco

Esta semana, para a pausa Mindfull, proponho um exercício que podes integrar facilmente no teu dia-a-dia.

Durante o dia, faz uma curta pausa para café / chá / outro, e concentra a tua atenção apenas e só nesse momento de tomar a tua bebida.

Talvez tomes café, ao mesmo tempo que também realizas outras tarefas, como por exemplo ler e-mails ou ligares-te a uma reunião; ou até planeares mentalmente o que vais fazer a seguir.

O convite, neste momento, é que foques a tua atenção apenas no processo de beber a tua bebida e esqueças o resto. Prova a bebida devagar, sente o aroma, o peso da chávena, a temperatura da chávena. Este é o teu momento. Saboreia a tua bebida e saboreia o teu momento!

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Boa semana!

Das liberdades

Ontem celebrou-se o dia da liberdade. Ao mesmo tempo que o país está em confinamento obrigatório, uma medida para nos protegermos uns aos outros. Para que cada um consiga ir-se mantendo livre de uma doença que ainda não conhecemos.

Não me pareceu um dia contraditório.

Mas pôs-me a pensar sobre a liberdade de pensamento, de opinião, de sentir.

Sinto que se adensa um fenómeno que já via antes da pandemia. De certa forma, é também ele uma pandemia. Uma pandemia de opiniões certas. Por toda a internet (e não só), abundam opiniões sobre a pandemia, sobre como começou, sobre o que é e o que não é, sobre como o mundo vai mudar. Vaticínios que preveem o pior, ao lado dos que visionam o melhor. E cada um carregado de certezas, neste momento tão incerto.

Bem hajam as opiniões, mas bem-haja ainda mais o respeito pelas opiniões dos outros. E bem-haja a clareza de não se venderem opiniões como se fossem factos. Estar em algum sítio da internet, não torna o escrito ou o dito, verdadeiros por si só. A ilusão pode estar até onde se avisa contra a ilusão e os livres pensadores podem querer moldar os outros à sua imagem. Ou não.

Mas é por isso que questiono.

No decorrer dos últimos anos recebi várias vezes uma notícia que avisava sobre o perigo de deixar o telemóvel na mesa de cabeceira nessa noite em questão. Devido a algum fenómeno, avisado pela própria NASA, o telemóvel poderia explodir ou emitir radiações perigosas nessa mesma noite. O curioso é que no artigo podia sempre consultar-se a data da notícia. E nenhuma das pessoas que reencaminhou a mensagem percebeu que o seu telemóvel já “devia” ter explodido há anos atrás.

A intenção de quem reencaminhou a mensagem foi sempre boa, decerto, mas esta é uma forma de espalhar o medo. Por outro lado, é também uma forma de, a pouco e pouco, descredibilizar outras mensagens que podem ser sérias.

Procuro ler até ao fim, não me ficar apenas pelo título (tantas vezes enganoso), ler as entrelinhas, perceber quais são as fontes, que relação têm as pessoas com o tema, que emoções podem ter estado à flor da pele enquanto o artigo era escrito.

E procuro formar a minha própria opinião.

Porque liberdade também é isso. A liberdade de pensarmos, de formarmos a nossa opinião, de não cedermos nem ao medo, nem ao escapismo à realidade.

Não sei se caminhamos para um admirável mundo novo – seja em que sentido for que se interprete a expressão. Na verdade, a minha opinião, é que neste momento, ninguém sabe. Podemos já antever mudanças. Mas algumas das mudanças profundas que se falam… Na minha opinião dependem de quem sempre dependeram: de nós mesmos, como seres, como humanos.

E o meu desejo é que consigamos manter a nossa mente livre, mesmo enquanto estamos confinados e os nossos movimentos estão condicionados.

É dentro de ti que a Liberdade começa!

© Isa Lisboa

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Image by Grae Dickason from Pixabay