Histórias além do escritório

Os livros e a escrita chegaram antes do escritório e estou convicta de que se manterão depois dele. E por isso é tão bom estar perto dos livros e de escritores e pessoas que amam livros como eu.

No dia 28 de Maio estive na Feira do Livro de Lisboa numa conversa muito boa e enriquecedora com dois colegas de trabalho que também são escritores, moderado espetacularmente por uma também colega da empresa.

Falámos sobre a nossa escrita, o que nos inspira e sobre como tem sido o nosso percurso. Em comum temos o gosto pela escrita e o ambiente corporativo. Porque não temos só um lado. E é tão bom poder viver todos e cada um dos nossos lados, desde o lado A ao lado Z.

Feliz Natal

Desejo a todos um Feliz Natal. Seja à volta de uma árvore de natal e a comer iguarias; seja com uma manta quentinha e um chocolate quente. Seja a ler um bom livro ou a ver a tua série favorita. Seja com música de Natal ou ao som da tua banda favorita. Que seja o TEU Natal e que o teu coração se ilumine e aqueça nestes dias de festa.

Isa Lisboa

Votos de Feliz Natal para todos

Da Isa Lisboa

Desafio

Se escrevesses um livro sobre uma personagem, que lentamente descobres que é o vilão. Qual seria a última frase?

E assim ficou a olhar para ele, que caminhava na direção oposta, perguntando-se como saberia agora continuar a ser vilão.

Isa Lisboa

Ó Mestre da Poesia!

Oh mestre da poesia!
Ajuda-me a chamar as etéreas
Esvoaçantes e esquivas
Moças de mantos brancos
E de vestidos de cores por dizer.
Sei que esvoaçam por aí,
Mas nem sempre as vejo
Oiço ou sinto.
Olhos, ouvidos e pele
Cansados dos barulhos do mundo
Da poeira das vozes ácidas
Do nevoeiro do dia-a-dia.
Mas sei que elas me acompanham
Por isso as chamo
E te peço, ó Mestre da Poesia,
Ajuda-me a ouvir
As Musas da Criatividade!

E um autógrafo, dá-me?

©Isa Lisboa

Antes quebrar que torcer

“Antes quebrar que torcer”

Esta frase pode aplicar-se a muitos cenários e contextos. Mas hoje remeteu – me para a autenticidade.

Antes ter olhares “torcidos” sobre mim que deixar de ser Eu. Ser quem somos nem sempre é fácil, mas é essencial.

A foto tem filtros, mas a vida não pode ser feita de máscaras que usamos todo o dia e penduramos no cabide quando estamos sozinhos.

©Isa Lisboa

Underworld

Took a peek

Inside myself

At first sight

Nothing I knew

Ventured to go further

Still

Nothing I’ve ever seen

Where does it all

Cames from?

How can it be me

In the eye of a storm?

Shall I risk

To travel deeper?

How many layers

Of me are there?

If I dare

Will I be able to came back

From behind the mirror?

 

© Isa Lisboa

Photo by Jenna Hamra on Pexels.com

Ghosts

Let go of the past

Old ghosts will never

Fill your soul.

Don’t believe them

When they whisper promises;

They will feed on what’s left

And when all is hallow

They will take you

For their home

You won’t even notice

Your heart going cold

Then one day

It will stop

And you will become a ghost

Too…

© Isa Lisboa

Photo by Pedro Figueras on Pexels.com

Inevitável, parece-me

Este braço

Esta pele branca

As veias que saltam.

Movem-se, sinto-as.

Sinto o pulsar,

A correria

A fome e a sede.

Sei que o sangue

Corre nestas veias.

Difícil por vezes

Entender para onde.

Qual o caminho.

Se fechar os olhos em silêncio

Parece-me que

Consigo ouvir

Como se fosse riacho

Que quer chegar

Ao mar.

Este braço

Esta pele branca.

Os abraços dados

Tal como os perdidos

A mão que estendo

Para um mundo

Que não está lá.

Imbuído

Ou embutido.

Se eu soubesse

Que o mundo

Era este lugar

Tentaria mudá-lo?

Inevitável, parece-me.

O sangue

Que me corre nestas veias

Chama-me.

Mas ignorá-lo,

Não me é possível.

 

© Isa Lisboa

Photo by Valentin Antonucci on Pexels.com