“És feito daquilo que amas!”

“És feito daquilo que amas!”

Esta frase “entrou-me pelos olhos adentro” enquanto conduzia numa rua de Lisboa. Estava escrita num outdoor, era um slogan publicitário sobre a cidade.

À parte a publicidade, a frase chamou-me a atenção, pela sua verdade simples e abrangente.

Por um lado tudo aquilo que amamos, acaba por nos ajudar a definirmo-nos. Mas também, e principalmente, aquilo que amamos é o que nos faz viver uma vida plena, é o que nos faz levantar da cama e adormecer à noite em paz.

Ter na nossa vida algo que nos apaixona, algo que nos entusiasma, que faz sentir aquela pequena ou grande adrenalina, é algo que para mim é essencial.

Nem sempre conseguimos dedicar-nos a esse amor tanto quanto queremos, os desafios diários parecem uma constante interminável.

Mas se esquecermos essa parte de nós – a que se entusiasma, a que vibra, a que quer fazer, avançar, criar – aí criamos mais tempo. Mas criamos mais tempo para outros desafios diários, para mais stress. Stress não é apenas ter muitas coisas para fazer. É, acima de tudo, ter que as fazer sem prazer, por obrigação, porque alguém nos está a pressionar ou porque nós próprios nos estamos a pressionar. E tudo isso só nos suga a energia. Só nos vai subtraindo, um pouco a cada dia.

Por isso é tão importante que encontres – e faças – espaço para aquilo que mais amas.

Porque aquilo que amas é quem tu és.

© Isa Lisboa

Celebrando S. Martinho

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Hoje é dia de comer castanhas e de provar o vinho novo. Mas não só. Também é dia de celebrar a generosidade e a compaixão.

Diz a lenda de S. Martinho que este, quando era soldado, regressava a casa no meio de uma tempestade, e viu um mendigo cheio de frio na beira da estrada, a pedir esmola. Não tendo mais que lhe dar, o soldado Martinho desembainhou a espada e cortou o seu manto a meio, dando metade ao mendigo para que se aquecesse. Nesse momento, a tempestade ter-se-à dissipado e apareceu um sol radioso no céu – um Verão de S. Martinho.

Hoje, convido-vos a que,. enquanto comemos castanhas, pensemos de que formas podemos integrar (mais) a compaixão e a generosidade nas nossas vidas. Sem esquecer da auto-compaixão.

Bom dia de S. Martinho!

Isa Lisboa

Bookshelf – The minotaur takes a cigarette break

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Continuando a partilhar um pouco das minhas leituras, deixo-vos hoje um livro que posso classificar como intrigante. Esta é uma edição em inglês, e, traduzindo o título à letra, venho falar de “O Minotauro faz uma pausa para fumar”. 

A personagem principal é ele mesmo: o Minotauro. O temível. O que guardava o labirinto e se banqueteava com sacrifícios humanos.

Vive agora uma vida comum, num trabalho normal, imerso na humanidade contemporânea. Tentando deixar o passado para trás, procura manter os chifres baixos e a cauda escondida. 

Será mesmo este livro sobre uma criatura mítica? Ou sobre tantas e tantas pessoas reias?

Se já leram, deixem os vossos comentários sobre a obra 🙂

Isa Lisboa