Incandescida

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Incandescida, IL

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Bem vinda, Primavera!

Hoje é o primeiro dia de Primavera. O frio começa a ir embora e o sol fica mais tempo durante o dia. A vida começa a despontar, no verde, nas cores das flores. 

A Primavera sempre foi a minha estação do ano. Talvez porque tenha nascido com ela. Sempre que ela chega, sinto um reinício a prometer chegar, a luz a a aquecer o meu corpo e a iluminar a minha alma.

Bem vinda, Primavera!

Isa Lisboa

Vozes

Estava eu a seguir em frente, já quase sem pensar.

E então ouvi a voz, daquelas no nosso ombro. E logo de seguida, outra ainda, como que a responder-lhe.

“Pára e escolhe uma curva!”, dizia-me uma. “Continua, estás bem”, a outra.

“Não, não estás, sabes que não é esta a estrada que queres seguir, sabes que em frente não é a tua direcção”; “

É sim, nunca ouviste dizer que para a frente é que é caminho?”

“Tu sabes que não é, sabes que caminhas por hábito. Não é a tua natureza, precisas de descoberta”

“Descobertas? Ora, onde é que isso te levou antes?? Na realidade, o que encontraste?”

E então, parei…

E na realidade, parecerá que nada encontrei nas minhas descobertas, mas quando olho o caminho para trás, vejo-me de novo como exploradora e sinto saudades da minha mochila de nómada.

Decido então encarar o medo, digo-lhe olhos nos olhos que vou com a coragem.

Como medo que era, calou-se ao primeiro olhar decidido e ali ficou, na berma da estrada, talvez à espera de outro transeunte.

 © Isa Lisboa

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Bookshelf – O mágico que não acreditava em magia

IMG_20190227_082023Este é o último livro que li. Uma viagem de descoberta da PNL e do desenvolvimento pessoal.

Ao longo do livro temos a oportunidade de fazer algumas (auto)reflexões.

Partilho um excerto:

“Dar o exemplo consistentemente é talvez a coisa mais dura do mundo, mas apenas quando queremos dar o exemplo de coisas que não são para nós exemplo.”

Pedro Vieira

Consumir(-te) antes do prazo de validade

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A nossa sociedade gosta de colocar prazos de validade. E não falo dos iogurtes, dos sumos, dos enlatados e dos congelados.

A nossa sociedade gosta de colocar prazos de validade às pessoas. A mim, A ti.

Tens que fazer isto até aos 20, aquilo até aos 30, ai de ti que passes dos 40 para aquela outra coisa, aos 50 não podes mesmo fazer isso, aos 60, faz muito pouco e, a partir daí, cuidado, cuidadinho, que a idade pesa-te e a tua já é para teres juízo.

Se sais dessa linha, és tola. Se decides, aos 40, mudar de vida, és doida; se aos 60 ressuscitas um sonho, és mesmo doida.

Se, em qualquer idade, fazes algo que “já não é para a tua idade”, és ridícula. És ridícula porque isso não é para a tua idade. És ridícula, porque já passaste a validade e ainda assim, insistes.

Insistes em viver, em seres tu, em procurares o que te faz feliz. Insistes em não te acomodares. Em não te acostumares com o que não queres. Insistes. Passas o prazo da validade. Passas o prazo da validade da sociedade.

Usas roupas ridículas, unhas ridículas, cabelo ridículo, tens um riso que incomoda tanta gente. Seres feliz incomoda muita gente. Teres as tuas próprias opiniões incomoda tanta gente.

Mas tantas pessoas incomodadas com o teu prazo de validade, outras tantas sorriem contigo. Outras tantas ficam felizes por verem os outros felizes. Mesmo que tenham um prazo de validade diferente do seu.

Saboreio a vida sem olhar para o prazo de validade que alguém me impôs. Porque se eu me restringir a esse prazo de validade, acabo por me consumir, dia por dia. E ao fim de um tempo, não serei eu quem perderá o meu prazo de validade. Será a vida. Será a minha vida que perdeu o prazo de validade, e eu nem terei dado por isso!

© Isa Lisboa

 

Imagens: http://www.pixabay.com

Amor

Fevereiro é o mês do Amor. Ontem foi dia dos namorados. Dia de celebrar o amor, fazer votos, declarações, dar mimos, carinho, demonstrar amor. É um dia bonito. Celebramos o amor romântico, que preenche uma parte da nossa vida.

Mas hoje, gostaria que reflectisses sobre outro amor: o amor-próprio. 

Pergunta-te: prometes amar-te, respeitar-te e cuidar-te, hoje e todos os dias da tua vida?

© Isa Lisboa

Desafio dos 10 anos

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Circula nas redes sociais o desafio dos 10 anos – 10 year challenge – que desafia a que se publique uma foto actual, comparando com uma de há 10 anos atrás.

Isso fez-me pensar sobre o que andava eu a fazer há 10 anos atrás.

Fui realmente procurar fotografias e chamou-me a atenção uma, tirada numa “road trip” pela Irlanda, em que examinava um mapa de estradas.

Além dessa, ainda fiz outras viagens nos últimos 10 anos. Conheci mais lugares. Conheci pessoas. Fui loira, ruiva e até morena durante uns meses. Li muitos livros. Escrevi e editei o meu primeiro livro. Aprendi muitas coisas novas, especialmente sobre mim mesma. E comecei a partilhar o que aprendi. E a aprender mais, desta forma.

Nos últimos 10 anos, ri e chorei. Caí, esfolei os joelhos e cresci com isso. Enfrentei a dor, senti o seu sabor amargo, mas não deixei que ela se entranhasse em mim. Vivi coisas grandes, mas aprendi a enormidade das pequenas coisas. Conheci o sucesso, mas também a derrota e percebi que tantas vezes eles se confundem um com o outro.

Nos últimos 10 anos, permiti-me ser criança mais vezes e com isso percebi que cresci.

Também fui mais vezes adulta, além de pagar as contas; na parte de manter contas certas com a vida.

Nos últimos 10 anos, cresci, amadureci e sou mais Eu. Sem dúvida!

© Isa Lisboa