Medo

Tal como postei ontem, esta semana, a Frase do dia terá como mote algumas palavras que fazem parte do nosso cenário actual, enquanto sociedade.

A palavra escolhida para hoje foi Medo.

Em situação de pandemia é normal termos medo. E, tal como noutras situações, o medo pode ser útil, despertando o nosso sentido de auto-preservação e de preservação da saúde das pessoas que nos rodeiam. Mas também pode ter o efeito de nos paralisar. Seja por via de não sabermos como reagir, seja por via de absorvermos toda a informação que nos surge à vista. Nas redes sociais, e não só, circulam muitas teorias, desde as de conspiração às de salvação milagrosa. Procuro colocar um filtro em todas, escolher bem as fontes de informação que consulto, mantendo-me o mais possível a seguir as fontes oficiais. 

Cuidem de vocês, da vossa saúde física, mas também da vossa saúde emocional. Mantenham a imunidade a funcionar bem, a todos os níveis.

E lembrem-se:

“Coragem é a resistência ao medo, domínio do medo, e não a ausência do medo.”

Mark Twain

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Imagem: http://www.pixabay.com

Boa semana,

Isa Lisboa

Frases da semana

A semana será passada em casa, em teletrabalho, uma medida preventiva do grupo para o qual trabalho.

A Frase do Dia continuará pelas redes sociais Facebook e Instagram.

Escolhi algumas palavras que acho importante que não esqueçamos, em momentos de muitas dúvidas, como o momento atual.

Frase dia

Frase da semana – Milagre

“Gosto de caminhar pelas trilhas do campo, pelas plantações de arroz ladeadas por gramíneas selvagens, pisando conscientemente o solo maravilhoso. Nessas horas, a existência se torna uma realidade miraculosa e misteriosa. Normalmente, as pessoas consideram um milagre caminhar sobre a água ou no ar. Mas eu acho que o verdadeiro milagre é caminhar no chão. Todos os dias nos envolvemos em milagres que sequer reconhecemos: o céu azul, as nuvens brancas, as folhas verdes, os olhos negros e curiosos de uma criança – nossos próprios olhos. Tudo é um milagre.”

Thich Nhat Hanh

 

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Sentido de orientação

Há alguns anos atrás, quando comecei a conduzir, percebi que tenho maus sentido de orientação. Pelo menos enquanto conduzo; muito embora a pé, encontre mais facilmente o caminho.

Com o avançar da tecnologia, fui-me socorrendo das mais populares “app’s” de localização no telemóvel. Também me tornei um pouco dependente destes truques.

E isso notou-se quando, há dias, fiquei sem bateria na viagem de regresso.

Na viagem da manhã, fui seguindo as indicações, descontraidamente, e sem prestar muita atenção ao percurso. Como não é uma zona que conheço bem, não podia agora fiar-me na minha memória. Por isso, naquele momento, não sabia muito bem como encontrar o caminho para voltar para casa.

Mas, parada, não valia a pena ficar.

Arranquei e fui andando. Aqui e ali via pequenos pontos de referência e depois comecei a encontrar placas que me indicavam que o caminho parecia o certo.

Finalmente, cheguei a uma estrela que já conhecia bem.

Quando me vi nessa estrada, subitamente dei-me conta de que a havia encontrado, sobretudo, seguindo a minha intuição.

Aquela minha vozinha que fala do fundo.

Aquela vozinha que, quando eu me silencio para a ouvir, muito me diz. Aquela vozinha que sempre me ensina como voltar para casa.

© Isa Lisboa

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2020: Onde estão os carros voadores?

É certo: Não estamos a viver um filme futurista do século passado. Nem skates que flutuam, chips por debaixo da pele, nem carros voadores.

Ainda assim, dizem, o futuro está a chegar. Dizem-no as casas inteligentes, as assistentes pessoais do telemóvel e robots com nome próprio e os primeiros carros sem condutor.

Quando eu nasci, a TV era a preto e branco e, quando eu queria mudar de canal, não tinha controlo remoto – precisava levantar-me e mudar o canal no aparelho. Um dos canais. Alguns anos depois, quando a TV já era a cores, vieram mais dois.

Houve um tempo em que eu via na TV os Jogos sem Fronteiras. Hoje, após a explosão da internet, o mundo tem cada vez menos fronteiras. Talvez as pessoas tenham descoberto novas fronteiras, especialmente entre pessoas. Também descobriram algumas nelas próprias, mas encontraram formas novas de as ultrapassar.

Também nesse tempo das minhas memórias, o telefone estava preso à parede e discávamos o número para onde ligar. Hoje, nós e os telemóveis estamos menos presos aos mesmos lugares. E ainda bem: viajar é preciso. Especialmente, é preciso viajar para fora de nós.

E hoje podemos viajar sem sair do lugar. O mundo (quase) todo está à distância de um clique. Também o está a sala de cinema ou uma refeição levada a casa. Habilidades do nosso smartphone. Smarts são também alguns watches. E os novos carros, já ligados ao phone, o smartphone.

Estão mais inteligentes, os carros. Mas ainda não voam. E por acaso acho isso uma pena, especialmente quando estou no meio de uma qualquer fila de trânsito.

É provável que também as haja no ar, quando os carros voarem. Sim, porque os carros ainda não voam, mas tudo indica que estão a ganhar asas. E tudo indica que sempre iremos querer ir a algum lugar.

Foi essa vontade de ir, de descobrir, que nos trouxe aqui. A este futuro sem carros voadores, mas com tantas coisas fantásticas!

Também com bastantes e novos desafios, é certo. Mas o vento que travou algumas caravelas, também empurrou outras para lá do Cabo Bojador.

Por isso, talvez eu ainda veja auto-estradas no céu e conduza um carro alado!

© Isa Lisboa

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Imagem: pixabay.com