Pausa Mindfull – Caminhando

Hoje proponho um exercício Mindfullness, que podemos chamar “Caminhar conscientemente”. É um exercício que podes fazer em casa.

Coloca-te de pé, com os pés afastados à largura das ancas e solidamente apoiados no chão. Olha bem em frente para o espaço à tua frente, por onde vais caminhar. Mantém os olhos abertos, olhando em frente e não olhes para baixo. 

A seguir, começa por erguer do chão, muito lentamente, o teu pé direito. Presta atenção ao modo como o teu calcanhar se desloca do chão e à mudança de peso da perna direita, para o pé e perna esquerdos. Com o calcanhar completamente levantado do solo, começa a pousar o teu pé lentamente um passo à frente e observa o teu movimento lento. Ao mesmo tempo que pousas o pé direito no chão, observa a forma como o calcanhar esquerdo começa a deslocar-se do chão e a mudança do peso para a perna direita.

Se sentires que estás a caminhar de uma forma vacilante, imagina que estás a caminhar e a deixar pegadas vincadas no solo. 

Dá 10 passos nesta caminhada. Aí vira-te lentamente, presta atenção ao movimento do teu corpo. Sente novamente os pés bem assentes no chão. Recomeça, caminhando mais 10 passos na direcção oposta.

Podes tentar fazê-lo este exercício apenas com 10 passos para cada lado, ou o tempo que sentires que te faz bem. Pode parecer um exercício estranho, mas experimenta-o com a mente aberta. 

Ao fazeres este exercício, apercebe-te de como o teu corpo colabora contigo, sabendo sempre o que fazer a seguir.

Boa semana,

Isa Lisboa

wood-3345661_960_720

Força

lion-2885618_1920

Esta semana, a Frase do dia terá como mote algumas palavras que fazem parte do nosso cenário actual, enquanto sociedade.

Hoje a palavra que escolhi foi Força.

É-nos pedida força quando, de repente, tudo muda. Quando, de repente, as certezas são poucas e as incertezas precisam ser aceites.

Mas uma coisa que a Força tem, é que a descobrimos em nós quando menos esperamos e quando parece tudo tão difícil. Ela está lá, dentro de nós.

Permaneçam fortes!

Isa Lisboa

 

“A força não provém da capacidade física. Provém de uma vontade indomável.”

Mahatma Gandhi

Foco

Esta semana, a Frase do dia terá como mote algumas palavras que fazem parte do nosso cenário actual, enquanto sociedade.

Hoje a palavra que me salta à vista na frase é Foco, em particular o foco em pensamentos bons. Lembrando que o positivismo não é a negação do que existe de mau, ou da realidade; mas o lembrarmo-nos do lado bom para nos dar força e da esperança para nos dar resiliência.

Deixo-vos então este mantra:

“Este tem sido um dos meus mantras – foco e simplicidade. O simples pode ser mais difícil do que o complexo: é preciso trabalhar duro para limpar os seus pensamentos de forma a torná-los simples. Mas no final vale a pena, porque, quando chegamos lá, podemos mover montanhas.”

Steve Jobs

adult-1866949_1920

 

Medo

Tal como postei ontem, esta semana, a Frase do dia terá como mote algumas palavras que fazem parte do nosso cenário actual, enquanto sociedade.

A palavra escolhida para hoje foi Medo.

Em situação de pandemia é normal termos medo. E, tal como noutras situações, o medo pode ser útil, despertando o nosso sentido de auto-preservação e de preservação da saúde das pessoas que nos rodeiam. Mas também pode ter o efeito de nos paralisar. Seja por via de não sabermos como reagir, seja por via de absorvermos toda a informação que nos surge à vista. Nas redes sociais, e não só, circulam muitas teorias, desde as de conspiração às de salvação milagrosa. Procuro colocar um filtro em todas, escolher bem as fontes de informação que consulto, mantendo-me o mais possível a seguir as fontes oficiais. 

Cuidem de vocês, da vossa saúde física, mas também da vossa saúde emocional. Mantenham a imunidade a funcionar bem, a todos os níveis.

E lembrem-se:

“Coragem é a resistência ao medo, domínio do medo, e não a ausência do medo.”

Mark Twain

waters-3158413_1920
Imagem: http://www.pixabay.com

Boa semana,

Isa Lisboa

Sentido de orientação

Há alguns anos atrás, quando comecei a conduzir, percebi que tenho maus sentido de orientação. Pelo menos enquanto conduzo; muito embora a pé, encontre mais facilmente o caminho.

Com o avançar da tecnologia, fui-me socorrendo das mais populares “app’s” de localização no telemóvel. Também me tornei um pouco dependente destes truques.

E isso notou-se quando, há dias, fiquei sem bateria na viagem de regresso.

Na viagem da manhã, fui seguindo as indicações, descontraidamente, e sem prestar muita atenção ao percurso. Como não é uma zona que conheço bem, não podia agora fiar-me na minha memória. Por isso, naquele momento, não sabia muito bem como encontrar o caminho para voltar para casa.

Mas, parada, não valia a pena ficar.

Arranquei e fui andando. Aqui e ali via pequenos pontos de referência e depois comecei a encontrar placas que me indicavam que o caminho parecia o certo.

Finalmente, cheguei a uma estrela que já conhecia bem.

Quando me vi nessa estrada, subitamente dei-me conta de que a havia encontrado, sobretudo, seguindo a minha intuição.

Aquela minha vozinha que fala do fundo.

Aquela vozinha que, quando eu me silencio para a ouvir, muito me diz. Aquela vozinha que sempre me ensina como voltar para casa.

© Isa Lisboa

sign-post-2432209_960_720

 

2020: Onde estão os carros voadores?

É certo: Não estamos a viver um filme futurista do século passado. Nem skates que flutuam, chips por debaixo da pele, nem carros voadores.

Ainda assim, dizem, o futuro está a chegar. Dizem-no as casas inteligentes, as assistentes pessoais do telemóvel e robots com nome próprio e os primeiros carros sem condutor.

Quando eu nasci, a TV era a preto e branco e, quando eu queria mudar de canal, não tinha controlo remoto – precisava levantar-me e mudar o canal no aparelho. Um dos canais. Alguns anos depois, quando a TV já era a cores, vieram mais dois.

Houve um tempo em que eu via na TV os Jogos sem Fronteiras. Hoje, após a explosão da internet, o mundo tem cada vez menos fronteiras. Talvez as pessoas tenham descoberto novas fronteiras, especialmente entre pessoas. Também descobriram algumas nelas próprias, mas encontraram formas novas de as ultrapassar.

Também nesse tempo das minhas memórias, o telefone estava preso à parede e discávamos o número para onde ligar. Hoje, nós e os telemóveis estamos menos presos aos mesmos lugares. E ainda bem: viajar é preciso. Especialmente, é preciso viajar para fora de nós.

E hoje podemos viajar sem sair do lugar. O mundo (quase) todo está à distância de um clique. Também o está a sala de cinema ou uma refeição levada a casa. Habilidades do nosso smartphone. Smarts são também alguns watches. E os novos carros, já ligados ao phone, o smartphone.

Estão mais inteligentes, os carros. Mas ainda não voam. E por acaso acho isso uma pena, especialmente quando estou no meio de uma qualquer fila de trânsito.

É provável que também as haja no ar, quando os carros voarem. Sim, porque os carros ainda não voam, mas tudo indica que estão a ganhar asas. E tudo indica que sempre iremos querer ir a algum lugar.

Foi essa vontade de ir, de descobrir, que nos trouxe aqui. A este futuro sem carros voadores, mas com tantas coisas fantásticas!

Também com bastantes e novos desafios, é certo. Mas o vento que travou algumas caravelas, também empurrou outras para lá do Cabo Bojador.

Por isso, talvez eu ainda veja auto-estradas no céu e conduza um carro alado!

© Isa Lisboa

car-3075497_1280

Imagem: pixabay.com

Acender uma vela na escuridão

FB_IMG_1488967958162

Em tempos que falta a luz, resta-nos acender uma vela, para cortar um pouco da escuridão.  Para nos permitir ver que ainda há um caminho, mesmo que não seja tempo de caminhar.

Acender uma vela em nós mesmos pode revelar-se a tarefa mais difícil que encontramos. Mas só assim saberemos o tamanho da escuridão.

E a escuridão dá medo, lembrando quando éramos crianças e os monstros se escondiam, à noite, nos cantos mais escuros da casa.

Crescemos, e a escuridão passa para aqueles momentos da vida em que tudo parece impossível, irreal e surreal.

Mas na verdade, a escuridão é a perda da esperança e a perda da fé em nós mesmos.

E a escuridão é também a cegueira de não querermos olhar para nós mesmos e ver. Ver os passos que demos e nos levaram ali. Ou os passos que não demos agora para sair.

Porque é preciso muito mais coragem para aceitarmos a nossa quota-parte no nosso destino, do que o é para amaldiçoarmos a escuridão.

Aquele canto escuro, onde nos escondemos, enrolados sobre nós próprios, com pena de nós mesmos… Esse canto, é a verdadeira escuridão, a que escondemos dentro de nós.

E se nos apegarmos demasiado a esse canto, facilmente nos esquecemos de que a escuridão não existe sem a luz: antíteses complementares que se completam.

Basta um passo, basta lembrar, acreditar. Acreditar na luz que nunca se extingue. Mas também acreditar na escuridão que sempre a acompanha.

E, sobretudo, acreditar, lembrar, assumir, que a escolha entre uma e outra, é sempre e só, apenas tua. Em cada momento, em todos os momentos. Não escolhes só uma vez, porque a vida está sempre a pôr-te à prova.

A vida põe-te à prova para que possas reclamar um prémio: a tua essência, o teu ser mais puro, quem tu és. A vida põe-te à prova para que te descubras. E para que quando te encontres te possas reinventar. Hoje, amanhã, quando for.

O que vais escolher, agora?

© Isa Lisboa