
Desejo a todos os leitores uma Páscoa Feliz!
Que seja uma época de reflexão e renovação!

Desejo a todos os leitores uma Páscoa Feliz!
Que seja uma época de reflexão e renovação!

Pouco importa o julgamento dos outros. Os seres humanos são tão contraditórios que é impossível atender às suas demandas para satisfazê-los. Tenha em mente simplesmente ser autêntico e verdadeiro.
Dalai Lama

“Se choras por não teres visto o pôr-do-sol, as lágrimas não te deixarão ver as estrelas.”Rabindrath Tagore
Ainda sobre o tema da (Des)Crença, pergunto-me o papel da descrença.
Sou uma grande adepta do positivismo, do andar para a frente, esperando o melhor; e também (talvez principalmente) do pensar fora da caixa.
Olhar para além do óbvio, acreditar para além do que é racional, seguir o que o coração sente.
No entanto, também me questiono. Também paro para pensar se tomei a atitude correta, se estou a fazer o caminho certo, ou se devo mudar de direcção.
E também duvido de mim própria. Digo, no sentido de me questionar a mim mesma, se as minhas crenças ainda são verdadeiras, se respeito todos os meus valores, sobre as razões que me puxam e sobre as que me empurram.
Duvidar de nós mesmos é uma expressão com carga negativa. E, num sentido, é-o. É-o quando não acreditamos em nós, quando não acreditamos que conseguimos fazer algo, sentir algo, chegar a algum lado.
Mas duvidar de nós mesmos, no sentido de nos questionarmos, de fazermos uma auto avaliação sobre o nosso mundo interior… Essa dúvida, que é, na realidade, um questionamento, é boa.
Porque dessa auto avaliação podem surgir novas perspectivas acerca de nós mesmas(os). Talvez nem todas boas, a princípio, mas todas necessárias ao nosso crescimento.
© Isa Lisboa

Imagem: Igor Morski

“Nem todos os dias são bons, mas há algo de bom em cada dia.”Desconhecido
Há pouco tempo, disseram-me “és, definitivamente, mágica!”. Veio esta afirmação a propósito de uma palestra de desenvolvimento pessoal em que a pessoa participou. Nessa palestra, os participantes eram convidados a auto avaliarem-se, de 0 a 10, quanto à sua crença em si próprios e nos outros.
Com base neste binómio, construíam-se quatro grupos de pessoas, sendo os mágicos, aquelas pessoas que acreditam em si mesmas, nas suas capacidades e nos seus recursos, mas também acreditam nos outros, nas suas capacidades e nos seus recursos.
Achei o exercício interessante e fiz essa auto análise.
À primeira vista, concordei com a avaliação que me propuseram. No entanto, identifiquei áreas da minha vida em que caibo melhor num dos outros grupos.
No final da reflexão, acabei por concluir que essas áreas são também aquelas em que neste momento sinto mais necessidade de me compreender melhor, de mudar e de me auto desenvolver.
Como que a testar essa minha auto análise, alguns dias depois, num contexto diferente, alguém me disse que sentia em mim um sentimento de descrença.
E, não concordando, também não fui capaz de discordar. Porque esse sentimento existe em determinados momentos e situações.
Por outro lado, não sou uma crente incondicional.
Acredito no melhor das pessoas, no melhor da humanidade e da vida.
Mas também acredito no pior. Não que já tenha visto o pior, mas já me cruzei com pessoas em quem perdi a crença. Que me fizeram (e fazem ainda, algumas) perder a fé momentaneamente.
No fundo, acredito que todos e cada um de nós tem a capacidade inata e natural de ser feliz, de ser alegria, de ser o melhor que o ser humano tem. Mas também acredito que nem todos desejam tomar essa opção ou que estejam preparados para isso.
Creio que é aí a minha falta de fé: acreditar no potencial de todos, mas não acreditar que todos irão escolher realizá-lo.
Será isso mau? Será isso bom?
Acredito: não é bom nem mau, antes pelo contrário.
© Isa Lisboa

Imagem: A. Araújo Santoyo

“A resposta certa, não importa nada: o essencial é que as perguntas estejam certas.”Mário Quintana

O meu primeiro livro: Invernos, Sonhos e Andorinhas
Para ter o seu exemplar com uma dedicatória personalizada, contacte-me através de:
encomendas@isalisboa.com
© Isa Lisboa


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