The Versatile Blogger Award

Como anunciei no último post, fui nomeada pelo meu amigo Sandro Ernesto, do blog Panografias, para o The Versatile Blogger Award, distinção que me muito me honra e me traz alegria!The versatile Blogger AwardDando agora seguimento às regras de atribuição do prémio:

As regras:
– Indicar outros blogs para o prémio Versatile Blog Award
– Escrever 7 coisas sobre mim no final do post

Os blogs que indico para o prémio são blogues e/ou artistas que sigo desde há muitos anos, alguns desde que comecei eu própria a escrever, no meu primeiro blog. 

Por ordem alfabética:

1. À beira de água – https://ealeixo.blogspot.pt/
2. Fardilha’s – http://fardilhas.blogspot.pt/
3. Histórias com mar ao fundo – http://historias-com-mar-ao-fundo.blogspot.pt/
4. Interioridades – http://ac-wwwinterioridade.blogspot.pt/
5. Mails para minha irmã – https://mailsparaaminhairma.wordpress.com/
6. Neo One Eon – https://neooneeonblog.com/
7. O Berço do Mundo – http://bercodomundo.blogspot.pt/
8. Olhares em tom de maresia – http://olharemtonsdemaresia.blogspot.pt/
9. Poesia em imagens – http://olharemtonsdeflash.blogspot.pt/
10. Projecto Algures – https://www.facebook.com/projetoalgures/
11. Rara Avis – http://raraavisinterris.blogspot.pt/
12. Sair das palavras – http://sairdaspalavras.blogspot.pt/
13. Tesouros do fundo do mar – http://tesouros-do-fundo-do-mar.blogspot.pt/
14. Tubo de Ensaio – http://tubodeensaio-laboratorio.blogspot.pt/
15. Um toque de poesia – https://www.facebook.com/umtoquedepoesia/

16. E a grande menção honrosa para o blog Panografias – https://panografias.com.br/! Esta menção honrosa não podia deixar de aqui figurar, devido à qualidade que sempre li neste espaço! E também porque o Sandro é um desses autores que há muito sigo e com quem já partilhei desafios literários.

7 coisas sobre mim:

  1. Gosto do número 7, um número místico e muito simbólico. É um número que está relacionado com a busca da sabedoria, que creio que todo o ser humano deve empreender para avançar;
  2. Isa Lisboa é um pseudónimo. Quis “chamar-me“ Lisboa, por ser uma cidade de que sempre gostei, apesar de ela não me ter visto nascer. É também uma cidade luz, linda e inspiradora, e em bancos e mesas espalhados por ela, fui escrevendo os meus blogues e o meu livro. Isa é uma palavra pequenina, que encerra em si o significado de “criatividade” e “comunicação”;
  3. A par da escrita, é a matemática que me acompanha há muitos anos. Sou actuária de profissão, convivo com folhas de excel, onde procuro falar através dos números;
  4. Para além de escrever, sou uma leitora ávida! A promessa “não compro mais livros nos próximos meses” é talvez a única que faço a mim mesma e ainda não consegui cumprir;
  5. “Tentaram prender-me em mim / Ah, mas eu fugi!” – É uma das minhas citações favoritas, de um dos meus poetas favoritos – Fernando Pessoa!
  6. Acredito que a vida é uma caixinha de surpresas, umas boas e outras más. Acredito que tudo acontece por uma razão. Mesmo quando nos parece difícil ver a luz, ela sempre nos espera mais à frente; desde que a procuremos e que estejamos dispostos a deixar para trás a escuridão.
  7. Acredito, apesar de tudo e por causa de tudo, nas pessoas e no seu poder de fazer deste mundo um lugar um pouco melhor.

Obrigada ao Sandro pela distinção e obrigada a todos os que me lêm, “desse lado”!

Isa

The Versatile Blogger Award- Obrigada!

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Com muita honra e alegria, fui nomeada pelo meu amigo Sandro Panografias, do Blog Panografias, para o The Versatile Blogger Award!

The versatile Blogger Award

Venho desde já deixar o meu agradecimento ao meu amigo blogueiro. Em breve, voltarei com um post respondendo aos desafios pedidos nas regras do prémio!

Isa

Como descrevo Invernos, Sonhos e Andorinhas

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No último evento de promoção do livro, uma das pessoas com quem falei perguntou-me como descrevo o meu livro – Invernos, Sonhos e Andorinhas.

Expliquei primeiro a forma, trata-se de um livro de contos; 16 contos. São contos imaginados por mim e que têm algo de real em cada um deles, de situações que vivi, e de pessoas que conheci. Mas também algo de menos real, que saiu da minha imaginação. Todos os contos procuram transmitir uma mensagem, um pouco ao estilo de “moral da história”. E é um livro sobre sonhos, quer sejam sonhos realizados (Andorinhas), quer sejam sonhos esquecidos ou desperdiçados (Invernos).

Ao rever mentalmente esta conversa, apercebo-me de que usei poucas palavras para descrever o meu livro. Talvez uma das razões seja a de que para mim não é fácil falar ou escrever sobre o meu próprio trabalho.

Por isso, vou começar por vos convidar a ler as opiniões de quem melhor pode descrever o meu livro: os seus leitores. Na página de facebook do livro, aqui , podem encontrar as opiniões que me chegaram por parte de alguns deles.

E agora, peço que me acompanhem no meu próprio exercício de auto descrição.

Começarei por dizer que cada um dos contos do livro é uma metáfora sobre situações reais com que me deparei ao longo da minha vida, algumas das quais até vividas na primeira pessoa. O meu objectivo ao escrever estes contos não foi apenas o de contar uma história. Também queria fazer perguntas. A mim própria, primeiro que tudo, mas também a cada uma das pessoas que os viesse a ler.

É por essa razão que o Invernos, Sonhos e Andorinhas não é apenas um meio de entretenimento; é também um livro para quem gosta de questionar a vida e a si próprio.

Um dos leitores do meu livro, o também escritor Paulo Costa Gonçalves, teve a amabilidade de comparar o meu livro ao conhecido “Quem mexeu no meu queijo”. Hesito um pouco ao classificar o meu livro como um livro motivacional (será a minha velha resistência a rótulos?). Mas é verdade que procurei passar uma mensagem motivacional. Se no início, alguns leitores se podem sentir surpreendidos pelo final menos positivo das primeiras histórias; depois o livro evolui para histórias com final feliz, aquele que eu acredito que seja possível para todos.

E se o final feliz está ao alcance de todos, porque escrevi eu histórias com final pouco feliz? Porque a vida abre-nos portas, mas temos que ser nós a passar por elas. O final feliz depende das nossas próprias escolhas. E as personagens dos meus contos fizeram escolhas diferentes. Algumas escolheram ficar no seu lugar seguro, ainda que ele pudesse ser feito de mágoas, ou ser feito de dor, mas era um lugar seguro. Outras ousaram questionar: “E se?”

A Menina de Plasticina, personagem do conto homónimo, ousou fazer uma grande pergunta: “Quem sou eu?”. Não se contentou, como muitas vezes fazemos nós, a procurar saber o seu nome, o nº do BI, a morada. Não lhe bastaram os elementos de identificação como cidadã. Ela quis saber quem era para além do que é visível. Quis saber quem era como pessoa.

E vocês, querem saber quem são? Então, desafio-vos a ler o meu livro. Não descobrirão lá todas as respostas, estou certa, mas tenho fé de que encontrarão alguma.  

© Isa Lisboa

Se quiserem adquirir o livro autografado, no próximo dia 04 de Junho, estarei na Feira do Livro de Lisboa, às 17h, no stand da Chiado Editora. Será uma oportunidade de nos conhecermos e de saberem mais sobre o livro!

Quem não tiver oprtunidade de se deslocar à Feira do Livro, pode também fazer a sua encomenda através de encomendas@isalisboa.com.

Template Convites - Feira do Livro 2017_Isa Lisboa

Areias do Tempo


Como se as Areias do Tempo se tivessem soltado, o Instante se deu, congelando o Futuro, preso entre um e outro lado da Grande Ampulheta.

Momentos há em que é o Passado que escorre com dificuldade, mas também o Futuro pode passar em frente dos nossos olhos, grão a grão do que não mais será, grão a grão do que não mais sabemos.

Somos nós também um grão, entre os Tempos da Ampulheta. Julgamos saber para que lado cairemos de seguida, mas nada tomemos por certo. Apenas que a Vida nos foi dada por Dádiva e devemos fluir com ela, ouvir como os nossos passos fazem parte de uma caminhada maior que nós.

Diz-me a tua Voz que confie, que me deixe escorrer com as lágrimas, mas que não me deixe cegar por elas. Que permita que elas me purifiquem e que me abram mais os olhos.

Que eu não me permita esquecer de quem sou e de onde venho.

Que eu não me permita ensurdecer, deixar de ouvir a mim mesma.

Que eu não me permita duvidar da minha própria Voz.

E que eu não permita vacilar, no momento em que entender as Areias do Tempo, e a Ampulheta volte a andar, no centro da Bússola.

© Isa Lisboa

Beth Moon

Imagem: Beth Moon

Solitude

Solitude

Palavra estranha

A alguns desconhecida

É aqui junto ao mar

Que melhor a saboreio

Deixo-a pousar

Na palma da minha mão

O vento levanta-a

E ela rodeia-me

No abraço de quem

Me conhece

Descansa em mim

E eu descanso nela

Como duas velhas amigas

A ouvir o mar.

© Isa Lisboa

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Publicado originalmente no blog Tubo de Ensaio:

http://tubodeensaio-laboratorio.blogspot.pt/2015/01/solitude.html