
“O segredo é colocar-se no lugar do outro. Pode doer.”
Dani Santos

“O segredo é colocar-se no lugar do outro. Pode doer.”
Dani Santos

“Não é segurando nas asas que se ajuda um pássaro a voar.O pássaro voa simplesmente porque o deixam ser pássaro.”Mia Couto

“Quando uma pessoa te diz que não podes fazer algo, mostra-te os limites dela, não os teus.”
Autor não identificado

“Para que uma semente alcance a sua máxima expressão, é preciso que se desmanche completamente. A casca se rompe, o seu interior sai e tudo muda. Para alguém que não compreende o crescimento, pareceria uma destruição completa.”
Cynthia Occelli-

“Houve certa vez um rei sábio e bom que já se encontrava no fim da vida.
Um dia, pressentindo a iminência da morte, chamou o seu único filho, que o sucederia no trono, e tirou um anel do dedo.
– Meu filho, quando fores rei, leva sempre contigo este anel. Nele há uma inscrição. Quando viveres situações extremas de glória ou de dor, tira-o e lê o que está escrito.
O rei morreu e o filho passou a reinar no seu lugar, usando sempre o anel que o pai lhe deixara.
Passado algum tempo, surgiram conflitos com um reino vizinho que desencadearam uma terrível guerra.
À frente do seu exército, o jovem rei partiu para enfrentar o inimigo. No auge da batalha, vendo os companheiros lutarem e morrerem bravamente, num cenário de intensa dor e tristeza, mortos e feridos agonizantes, o rei lembrou-se do anel. Tirou-o e aí leu a inscrição:
ISTO TAMBÉM PASSARÁ
E ele continuou a luta. Venceu batalhas, perdeu outras tantas, e no fim saiu vitorioso.
Retornou então ao seu reino e, coberto de glórias, entrou em triunfo na cidade. O povo o aclamava.
Nesse momento de êxito, ele se lembrou de novo de seu velho e sábio pai. Tirou o anel e leu:
ISTO TAMBÉM PASSARÁ”

“A vida é como uma bicicleta: para manter o equilíbrio, temos que nos manter em movimento.”
Albert Einstein
“A minha avó dizia-me:
«Nunca escondas o teu cabelo verde – todos o vêem à mesma.»”Angeles Arrien
“Às vezes a felicidade está a bater à tua porta, mas tu estás no quintal a procurar o trevo de quatro folhas.”
Autor não identificado
Foto: Zé Suassuna Oliveira
“Conta uma popular lenda do Oriente que um jovem chegou à beira de um oásis junto a um povoado e, aproximando-se de um velho, perguntou-lhe:
– Que tipo de pessoa vive neste lugar?
– Que tipo de pessoa vivia no lugar de onde você vem? – perguntou por sua vez o ancião.
– Oh, um grupo de egoístas e malvados – replicou o rapaz – estou satisfeito de haver saído de lá.
– A mesma coisa você haverá de encontrar por aqui – replicou o velho.
No mesmo dia, um outro jovem se acercou do oásis para beber água e vendo o ancião perguntou-lhe:
– Que tipo de pessoa vive por aqui?
O velho respondeu com a mesma pergunta: – Que tipo de pessoa vive no lugar de onde você vem?
O rapaz respondeu: – Um magnífico grupo de pessoas, amigas, honestas, hospitaleiras. Fiquei muito triste por ter de deixá-las.
– O mesmo encontrará por aqui – respondeu o ancião.
Um homem que havia escutado as duas conversas perguntou ao velho:
– Como é possível dar respostas tão diferente à mesma pergunta?
Ao que o velho respondeu :
– Cada um carrega no seu coração o ambiente em que vive. Aquele que nada encontrou de bom nos lugares por onde passou, não poderá encontrar outra coisa por aqui. Aquele que encontrou amigos ali, também os encontrará aqui, porque, na verdade, a nossa atitude mental é a única coisa na nossa vida sobre a qual podemos manter controle absoluto.”
Autor desconhecido

Jaume Plensa exhibition at the Yorkshire Sculpture Park, Tony Hisgett
As árvores de Inverno têm uma beleza especial.
Contra o frio do Inverno, as árvores mantêm-se de pé, com os galhos nus, despojados de flores, frutos e das folhas que poderiam servir de agasalho. É na estação mais fria que elas se despem de tudo, oferecendo a sua pele aos elementos. Totalmente exposta e sem protecção.
No entanto, nós, humanos, nem nos momentos de Primavera estamos muitas vezes dispostos a deixar os nossos casacos protectores. Protegemos tudo, com tudo o que podemos.
As árvores oferecem-nos a lição de que é necessário largar as folhas secas, que já serviram o seu propósito noutras estações. Se as árvores não deixassem ir as folhas secas, elas ficariam ali eternamente, e as folhas verdes que se escondem por debaixo não poderiam nunca nascer. Tão pouco haveria espaço para as flores e para os frutos. Não haveria espaço para nova vida.
Se em nós não deixarmos que os ventos, as chuvas e as outras (aparentes) intempéries levem as folhas secas, ficaremos apenas com folhas mortas a adornar-nos. Talvez nos sintamos seguros com elas. Estarão mortas, mas já as conhecemos. Ou então, apegámo-nos à história de cada uma daquelas folhas, a como as vimos crescer, a como crescemos com elas. Por vezes ainda, recusamo-nos a ver a sua cor acastanhada, recusamo-nos a ver até quando elas já começam a desfazer-se na nossa mão. Mas tal como as árvores, se folhas houver que insistam em agarrar-se, virá um vento mais forte que as levará definitivamente. Ou então, se nos agarrarmos demais a ela, acabaremos também nós por amarelecer, ficar de alma acastanhada e finalmente esboroarmo-nos nas mãos de quem poderíamos ser.
Mas se, pelo contrário, permitirmos que a vida flua em nós e através de nós, que o passado fique no passado e o futuro seja bem vindo, então teremos a oportunidade de ganhar novas folhas. De nos olharmos ao espelho e de nos reconhecermos de novo, àquele Eu feliz, forte, que luta, que sabe o que quer, alegre e de bem com a vida.
Custa largar, mas vale a pena. Pela leveza, pela alegria, por tudo o que vamos (re)descobrindo.
Despe-te das folhas secas. Dá a tua pele ao frio do Inverno. Dá medo, sim. Mas vai como medo na mesma. A Primavera espera-te do outro lado do medo.
© Isa Lisboa