
“Escreve as ofensas na areia e os benefícios no mármore.”
Benjamin Franklin

“Escreve as ofensas na areia e os benefícios no mármore.”
Benjamin Franklin

“Os homens são como as moedas; devemos tomá-los pelo seu valor, seja qual for o seu cunho.”
Carlos Drummond de Andrade
Passamos uma boa parte da vida a procurar provar sermos merecedores.
Quando já o somos à nascença.
Caso contrário, porque nos seria dada uma dádiva tão grande quanto a vida?
© Isa Lisboa


“O que fala semeia; o que escuta recolhe.”
Pitágoras
“Não confunda jamais conhecimento com sabedoria. Um ajuda-o a ganhar a vida. O outro a construir uma vida.”(Sandra Carey)
Há alguns anos atrás, num momento difícil da minha vida, sentei-me num banco de uma carruagem de metro acompanhada de todos os pensamentos negativos que na altura me povoavam a mente.
A certa altura, esses pensamentos começaram a querer transformar-se em lágrimas e, como a maioria das pessoas faria, tentei contê-las a todo o custo.
Mas não consegui.
Agora, olhando para trás, acho que deixei de resistir em parte porque o metro estava quase vazio e achei que ninguém ia sequer reparar. Nessa altura, as pessoas ainda não viajavam com os olhos fixos no telemóvel. Mas viajavam com o olhar fixo num ponto perdido. Por isso, parte de mim deve ter achado que ninguém iria reparar. E a outra parte de mim, naquele momento, não queria saber se alguém reparava ou não.
Na verdade, alguém reparou.
A certa altura, uma senhora veio ter comigo e ofereceu-me um lenço de papel.
Talvez esta história fosse muito mais bonita se eu dissesse que naquele momento todos os meus problemas se dissolveram. Mas não foi assim. Foi preciso mais algum tempo para isso.
No entanto, aquele pequeno gesto foi um sinal de que podemos ter fé nas pessoas. E por isso, foi um sinal para ter também fé em mim mesma.
Olhando agora para trás, a esta distância, vejo que essas lágrimas também me ensinaram que não faz mal deixar as lágrimas cair. Desde que não nos afoguemos nelas.
As lágrimas podem ajudar-nos a lavar o coração. Mas se nos agarrarmos demais a elas, podem antes cristalizá-lo.
Cristalizá-lo não com o sal, mas com a dor.
Por essa razão, quando me oferecem um lenço de papel, eu aceito.
© Isa Lisboa


“Dizem que a vida é para quem sabe viver, mas ninguém nasce pronto. A vida é para quem é corajoso o suficiente para se arriscar e humilde o bastante para aprender.”

“Quase todos os homens são capazes de suportar adversidades, mas se quiser por à prova o caráter de um homem, dê-lhe poder.”

“Durante muitos anos esperamos encontrar alguém que nos compreenda, alguém que nos aceite como somos, capaz de nos oferecer felicidade apesar das duras provas. Apenas ontem descobri, que esse mágico alguém é o rosto que vemos no espelho.”– Richard Bach

É bem conhecida a história do patinho feio. Um patinho bem diferente dos outros, de quem os irmãos se riam e que cresceu triste e a sentir-se sozinho. Até que um dia vê no lago um conjunto de belas e majestosas aves. No final da história, percebe- se que o patinho feio é, afinal, um cisne. Um belo cisne!
Muitas pessoas já se identificaram com esta história em algum momento das suas vidas. Ou seja, já muitas pessoas se sentiram patinhos feios, diferentes, deslocadas, não aceites.
E, lembrando-se da história do patinho feio, anseiam pelo dia em que se tornarão um cisne. Um belo cisne.
Também foi assim que interpretei esta história durante algum tempo. Como a história de um patinho que era feio e se tornou belo.
Mas com o tempo entendi que o patinho só era feio porque não era um patinho. Sentia-se diferente e deslocado porque não estava onde pertencia. Não estava no seu lar e estava a tentar ser alguém que não era. E não se tornou num cisne – apenas percebeu que sempre tinha sido um cisne e decidiu seguir o seu bando verdadeiro.
Não se tornou mais belo. A sua beleza revelou-se e veio ao de cima quando ele descobriu quem era. E quando decidiu aceitar quem sempre tinha sido.
E tu, pronta(o) para descobrires quem és?
© Isa Lisboa