Ouve aqui o meu poema:
Ouve aqui o meu poema:
Imagem: http://www.pixabay.com
Naquele momento, instante, segundo – sentimos. Naquela fração de tempo antes de a corda partir – nós sentimos. Sentimos que a corda vai partir.
E depois que o fio se rompeu, cabe a nós escolher. Escolher se vamos quebrar ou se vamos superar.
Pode parecer que nem sempre temos escolha. Às vezes é muito difícil. Tudo te empurra para quebrar. As emoções fervem, o corpo dói e o espírito sente-se fraco.
Como podem pedir-te que subas uma montanha, depois de fazeres uma maratona? É quase cruel.
Mas o que importa é aquela pergunta crucial: queres estar aí; és feliz aí onde estás, a sentir-te como te sentes?
Não?
Então tens que superar. Tens que subir a montanha. Por muito que aches que vai custar. E vai mesmo. Vão doer-te músculos que não sabias que tinhas. A tua mente vai querer parar, poupar-te. É esse o primeiro instinto.
Mas não te esqueças do teu instinto de viver. De seres feliz. De seres plen@.
Tu sabes que queres chegar ao cimo da montanha.
Então põe-te a caminho! Um passo de cada vez.
© Isa Lisboa

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Escrevo
Para que a alma se solte
Das amarras
Que o corpo tem.
Para que os ruídos inventados,
Em silêncio se transformem,
Deixem de ser o grito
O que se impõe
Sobre o silêncio que não entendo
Escrevo
Para que a Vida
Me saia pelos dedos.
© Isa Lisboa

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Medo.
Vulgar ladrão.
Com um suspiro
Prendes ao chão.
Dizes-te seguro
Mas seguro só tu
Pois patrão te tornas
Um olhar, uma palavra
Dúvida semeada
Vida petrificada.
Suores frios
Coração acelerado
É do que te alimentas.
Não vivem sem ti
Queres fazer crer
Que proteges,
Vulgar mentiroso.
Proteges de viver
E assim, lentamente
Matas!
© Isa Lisboa
O Tempo passa
E é impiedoso
Mas para quem
O deixa passar
Apenas.
Não o deixes passar
Passa com ele
Vive-o!
Verás que não passa
Afinal
Só soma!
Tu cobras o Tempo
Mas ele nada te deve
Limitou-se a ser
Medida inexacta
Daquela vida
Que escolheste
Não viver
Que ficou esquecida
Nos planos do Tempo.
No que deixaste
Para amanhã
Para qualquer dia
Para quando der.
Tu deixaste.
E o Tempo passou.
Passou por ti.
Por aquela vida.
Aquela que não viveste.
Ocupad@. Tão ocupad@.
Não há tempo.
Pois não.
Quando deixas passar
O Tempo consome-se
Tu consomes-te.
Febril.
Como aquela Black Friday
Imperdível.
Tens que conseguir a
Melhor pechincha
Fica tão bem
Na sala de estar.
Ganhaste.
Chegaste primeiro.
E o Tempo?
Amanhã.
Amanhã logo se vê.
Ontem não tive Tempo.
Hoje
Não sei que é este lugar
Onde cheguei…
Vim andando
E não sei bem onde é.
Não sei bem
Quem sou
Quanto Tempo se perdeu
Não sei bem
Quanto de mim
Eu não fui.
Tempo.
Ainda há?
© Isa Lisboa

Pessoas-luz. Uma expressão que de vez em quando encontro, nos textos que leio.
É fácil perceber o que quer dizer. As pessoas que têm uma luz própria e que a partilham connosco, mesmo sem nós pedirmos. Pessoas que nos fazem sentir um pouco mais leves, que nos lembram de respirar e de largar por um pouco aquele momento carregado que lembramos.
Pessoas que sabem que uma vela não se gasta mais depressa por acender outra.
Desengane-se quem pensa que as pessoas-luz não têm escuridão dentro de si. Têm. São humanas também.
Também têm frustrações, pensamentos negativos. Também sentem raiva, também se sentem derrotadas. Por vezes. Todos sentimos isso, em algum momento da nossa vida. Em momentos. A escuridão também existe, a escuridão também é normal.
O que não é normal, o que não é saudável para nós, é que nos apeguemos a essa escuridão. Que nos agarremos a ela como se fosse a única forma de viver.
As pessoas luz procuram a luz. Porque sabem que não é fácil mantê-la. E que a escuridão tem um lado sedutor, que nos quer agarrar a ela quando a encontramos.
As pessoas luz não são iluminadas. Procuram manter-se iluminadas. Procuram repetidamente o que as acenda. Procuram acender os outros, e também quem as acenda.
Acendamo-nos uns nos outros e sejamos todos, cada um à sua maneira, pessoas-luz.
© Isa Lisboa

Há uma montanha
Num sítio que ninguém sabe
Mas que todos vêm
Há uma montanha
Que parece um homem
Dias há em que parece
Que dorme a sua tristeza
Dias outros
Parece que descansa a sua paz
Talvez a montanha
Não seja um homem
Seja a mulher
Que sou eu
E os sentimentos sejam meus.
© Isa Lisboa



So…
Love is but a game
So they say
Why should it be?
A move to win
Risking to loose.
Loose your fears
Your ties
That’s all it should be.
Games are
For those who like chances
Love is for those who give a chance.
A chance to freedom
To free one’s heart.
Love cannot be
A boardgame
Trying to get
The strongest piece
Strategy is bound to fail.
Unlike the games of mundane life
Love is a game you win
Only when you are
Willing to loose,
So that you can
Win a new space
In your own heart.
So…
About love…
Just let the games begin…
© Isa Lisboa
So…
Love is a moment.
That one moment
When everything changes
You realize
There’s a bit of you
Which now lives
In someone else’s.
A moment of pain and bliss.
Blissful pain, perhaps.
Love is the moment
You realize
And the moment
You have no clue.
How to make it right
Is not a question
All is right
Even if it is wrong
All is unsure
But life is an adventure
And love reminds you
To go out and live it.
Love is the moment
Your heart smiles
And hides it’s face
At the same time;
Hope and fear.
Love is so many
Moments;
Love is but a moment,
But a moment can be
Timeless.
So…about love…
Only lovers know…
© Isa Lisboa
