
“Quando uma pessoa te diz que não podes fazer algo, mostra-te os limites dela, não os teus.”
Autor não identificado

“Quando uma pessoa te diz que não podes fazer algo, mostra-te os limites dela, não os teus.”
Autor não identificado
We were once beautiful
Knew Mother Earth’s womb
Was Home
Somewhere
The knowledge was lost
That she gave birth to us
To Her we will return
In a never-ending
Circle of Life:
First we must be planted
As tiny seeds
And then burst from the ground
Until we can grow up
As long as our branches
Can be seen
And then,
When we can see the sky
We will also be ready
To be Mother’s of Life.
© Isa Lisboa

Imagem: Autor não identificado

“Para que uma semente alcance a sua máxima expressão, é preciso que se desmanche completamente. A casca se rompe, o seu interior sai e tudo muda. Para alguém que não compreende o crescimento, pareceria uma destruição completa.”
Cynthia Occelli-

“Houve certa vez um rei sábio e bom que já se encontrava no fim da vida.
Um dia, pressentindo a iminência da morte, chamou o seu único filho, que o sucederia no trono, e tirou um anel do dedo.
– Meu filho, quando fores rei, leva sempre contigo este anel. Nele há uma inscrição. Quando viveres situações extremas de glória ou de dor, tira-o e lê o que está escrito.
O rei morreu e o filho passou a reinar no seu lugar, usando sempre o anel que o pai lhe deixara.
Passado algum tempo, surgiram conflitos com um reino vizinho que desencadearam uma terrível guerra.
À frente do seu exército, o jovem rei partiu para enfrentar o inimigo. No auge da batalha, vendo os companheiros lutarem e morrerem bravamente, num cenário de intensa dor e tristeza, mortos e feridos agonizantes, o rei lembrou-se do anel. Tirou-o e aí leu a inscrição:
ISTO TAMBÉM PASSARÁ
E ele continuou a luta. Venceu batalhas, perdeu outras tantas, e no fim saiu vitorioso.
Retornou então ao seu reino e, coberto de glórias, entrou em triunfo na cidade. O povo o aclamava.
Nesse momento de êxito, ele se lembrou de novo de seu velho e sábio pai. Tirou o anel e leu:
ISTO TAMBÉM PASSARÁ”

“A vida é como uma bicicleta: para manter o equilíbrio, temos que nos manter em movimento.”
Albert Einstein

Recentemente, fui convidada para falar num evento destinado a alunos da faculdade onde fiz a minha formação na área das matemáticas. Foi-me lançado um desafio com uma componente um pouco intimidante: o de contar a minha história. A minha história como matemática e a minha história como escritora.
Gostei da ideia de poder voltar a um espaço que foi também uma casa durante uma parte da minha vida e, nessa casa, poder falar um pouco sobre mim e sobre o que aprendi aós sair de lá. E, por isso, desafio aceite!
Para além de participar no evento como oradora, assisti também às restantes palestras e revi alguns dos meus professores. Também conheci o grupo de alunos que organizou o evento, saíndo fora da sua habitual zona de conforto das aulas.
Hoje gostaria de partilhar convosco o que vi e senti nos oradores e nas pessoas com quem falei: sempre existiram sonhos, paixões e pessoas que os seguiram. E continuam a existir. Há quem, como eu, partilhe as ciências exactas com áreas mais artísticas, como a música, a fotografia ou os trabalhos manuais. E há quem dedique a sua paixão ao rigor da matemática, da investigação histórica ou da física. Mas em todas as vozes e rostos se sentia entusiasmo pelo tema que estava a ser mostrado.
E, por isso, agradeço a todos com quem me cruzei nesse dia. Obrigada por terem partilhado um pouco das vossas paixões. O Universo é feito de números, mas não só. E é movido por pessoas como vocês.
© Isa Lisboa
“A minha avó dizia-me:
«Nunca escondas o teu cabelo verde – todos o vêem à mesma.»”Angeles Arrien

Uma experiência em “matematiquês”
Matemática não é poesia
Disseram-me outro dia
Discordei. Sem esta dicotomia
Aqui eu não estaria.
O poeta pediu-me emoção,
O matemático demonstração.
Na caneta peguei
Daquela geometria,
Eu lembrei logo,
Em que um círculo é uma recta;
Digam-me se tal exercício
Não é fora da caixa pensar!
E que dizer das paralelas
Que caminham lado a lado
Até ao sem fim,
Nunca se tocando,
Maior amor impossível
Só o Romeu e a Julieta!
E na onda do romance
Ainda aquela equação
Em que x explica y,
Que um não se acha
Sem se achar o outro.
Mais, que maior mistério
O daquele conto
Em que x termina
Tendendo para mais infinito;
Até podia ser
Para menos infinito
O Mundo que fica apenas
Do outro lado.
E somando letras
Subtraindo palavras
Assim se faz a metáfora,
Uma rima que divide os versos
Ou até não:
Se uma simples constante
Marca o ritmo do poema
Quando a variável entra
Talvez até em soneto se transforme.
Quem pode afirmar ainda
Que matemática e poesia
Pura antítese são?
Duas faces da minha alma
O contradizem
A Emoção e a Demonstração.
© Isa Lisboa