Quantos passos além da dor?

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Quantos passos precisamos dar para superar a dor? Não tenho um número certo, mágico. Mas sei que é preciso dar um passo de cada vez. E o primeiro, parece-me a mim, é aceitar a dor. Aceitar que está a doer e tudo aquilo que está a fazer doer.

Se ignorares a dor, ignoras tudo o que ela te está a dizer. Ignoras a experiência má e tudo quanto ela te pode ensinar, quanto te pode preparar para o futuro.

O melhor é sempre se não doer. Mas dói sempre, em alguma altura. Somos feitos de carne mole e de nervos sem aço. E é por isso que, nalguma altura, vai acabar por doer. E não é no corpo, é no coração, ou no lugar onde descansam as emoções. Aí é onde dói a sério.

Podes até dizer ao mundo que não dói, que foi só um entalão, coisa pouca,

Mas de ti mesm@ não escondas nada, não te enganes, não finjas que não vês a pele rasgada. Se não, a ferida fica por curar, anda ali naquele impasse, de prestes a infectar, ou, quem sabe, prestes a gangrenar.

Para curares a ferida, tens que olhar para ela e ver exatamente quanto de ti ela dilacerou. Só assim percebes o caminho que tens pela frente.

Depois disso, vêm os próximos passos. Escolhe o teu penso rápido, o desinfectante e o teu cicatrizador. Podes precisar de um analgésico. Mas escolhe-o bem. Doseia-o ainda melhor. Demasiado analgésico mascara a dor.

Escolhe a tua panaceia e aplica-a.

Mas não tenhas pressa. Seja quantos passos precisares dar para superar a tua dor – dá um passo de cada vez. E não saltes nenhum. A seu tempo, deixa de doer, e a ferida cicatriza.

 

© Isa Lisboa

Annonymous pain

There is

An annonymous pain

That one you feel

When a part of you dies

Greater than the pain;

When you are the one

To inflict

The final

Merciful

Stroke.

There are times

The sword must be risen

We know it

Don’t want it

But it has to be done.

That one dead limb

Must be eliminated

The fight

Is for survival

Of the best in you

Of the light

Hidden in the dark.

We face the choice

Of letting go

Cutting loose

Until there’s

Nothing left

But who you were in the beginning

.

.

.

Do you remember who you were in the beginning?

Do you remember

Who you were

Before the pain?

Do you remember what caused the pain?

 

© Isa Lisboa

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Ser mulher

Ser mulher é….

…sorrir e às vezes chorar; é ter glamour e outras vezes até não; sorrir, ser curiosa; criar e ser criativa; lutar e umas vezes ganhar, outras perder; ser traquinas e depois ser séria; ver a vida cheia de cor, exceto quando está a preto e branco; aceitar desafios, mas também parar para descansar.

E, afinal, apenas basta…ser! 😉

Isa Lisboa